Mergulho

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Mergulho

 

Mergulhando no silêncio da noite,
Pra sonhar,
Para me projetar,
No caminho a seguir,
Para me permitir,
A me desabrochar!
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Mergulho na luz que vem,
Do amanhecer,
E do sol a nascer,
Que vai clareando,
Que vai me animando,
No meu percorrer!
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Mergulho no dia que me abraça,
Na retomada,
Da minha estrada,
Que me fez sonhador,
Que me faz trabalhador,
Em caminhada!
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Mergulho na vida presente,
Na minha alegria,
A cada dia,
Buscando atento,
O ritmo do tempo,
Que não se esvazia!
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Enfim…
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Mergulho na minha existência,
Buscando o sentido,
Que me é devido,
Na minha essência,
E na paciência,
Sendo agradecido!

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“Os Reis Magos em Viagem”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Magi Journeying”.

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“São Paulo Escrevendo Suas Epístolas”, de V. de Boulogne (1591-1632). In pt.wikipedia.org/wiki/: “Ficheiro:File”-Saint_Paul_Writing_His_Epistles”_by_Valentin_de_Boulogne.jpg”.

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Vinhedo; Nascer do sol; Sol; Fazenda; Videiras, de Alohamalakhov. In pixabay.com.


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“Jacó Vê Esaú Vindo ao Seu Encontro”, de J. Tissot (1836-1902). In thejewishmuseum.org: “Jacob Sees Esau Coming to Meet Him”.

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O Pai à espera do filho perdido, de Eugène Burnand (1850-1921). In eugene-burnand.com/Parables/prodigal%20son.htm

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“Jesus Sobe Sozinho a uma Montanha para Rezar”, de J. Tissot (1850-1921). In brooklynmuseum.org: “Jesus Goes Up Alone onto a Mountain to Pray”.

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Deixas que Venha Ecoar

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Deixas que Venha Ecoar

 

Deixas que venha ecoar,
A Palavra que faz ressurgir,
Vida nova ao coração,
Num fogo que faz consumir,
Espírito Santo em ação,
A invadir teu coração
E tua vida a se expandir.
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Deixas que venha ecoar,
A voz do supremo Pastor,
Que vem a te conduzir,
Cheio de carinho e amor,
Por isso deves seguir,
Sem medo de desistir
Nos passos do Salvador.
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Deixas que venha ecoar,
No sopro leve do vento,
E o teu corpo a tocar,
Para tirar o sofrimento,
E as tentações a expulsar,
E poder se alimentar
Deste vivo sacramento.
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Deixas que venha ecoar,
Aquele chamado primeiro,
Que um dia aconteceu,
Por alguns dos caminheiros,
E que a ti apareceu,
Tua vida remexeu
Com convite verdadeiro.
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Deixas que venha ecoar,
As lembranças de alegria,
Quando tu se apaixonastes,
E tua alma se enchia,
Porque o amor tu abraçastes,
E por isso tu louvastes
Como fosse aquele dia.
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Deixas que venha ecoar,
A voz do Supremo Amor,
Que tu vens a proclamar,
Com força e grande ardor,
Porque Ele quer te falar,
Contigo quer caminhar
Através do teu labor.
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Seja a vida esse ecoar,
Nos caminhos da existência,
Neste chão onde pisamos,
Semeando a santa ciência,
E onde quer que estejamos,
Sempre nos prontificamos
A viver a obediência.
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Sejamos o sal e a luz,
A que Jesus nos chamou,
Para a vida dar sentido,
Para ser luz nos enviou,
A este mundo escurecido,
E Deus, pai, irmão e amigo
Nunca, nunca nos deixou.
*
Gratidão à Virgem Santa,
Quem primeiro escutou,
Ecoar a salvação,
E firme se prontificou,
Abraçou a santa missão,
Fez da vida oração,
E Deus Santo seu louvor.!

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“As Sete Trombetas de Jericó”, de J. Tissot (1836-1902) & Discípulos. In thejewishmuseum.org: “The Seven Trumpets of Jericho”.

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“Pentecostes”, de J. Bautista Maino (1615-1620). In https://commons.wikimedia.org/wiki: “File:Maino_Pentecostés,_1620-1625._Museo_del_Prado.jpg”.

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“O Bom Pastor”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Good Shepherd”.


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“Elias Habita na Caverna”, de J. Tissot (1836-1902) & Discípulos
In thejewishmuseum.org: “Elijah Dwelleth in a Cave”.


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“O Chamado de Mateus”, de J. Tissot (1836-1902)
In brooklynmuseum.org: “The Calling of Saint Matthew”.

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“A Mulher com Problema de Sangue”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Woman with an Issue of Blood”.

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“Zaqueu no Sicômoro Aguardando a Passagem de Jesus”, de J. Tissot (1836-1902)
In brooklynmuseum.org: “Zacchaeus in the Sycamore Awaiting the Passage of Jesus”.

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“Discursos de Jesus com seus Discípulos”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “Jesus Discourses with His Disciples”.


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“São Paulo Pregando em Atenas”, de Rafael Sanzio (1483-1520). In pt.wikipedia.org/wiki: “File:V&A – Raphael, St Paul Preaching in Athens (1515).jpg”.


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“Visitação”, de Giotto (1266-1337). In https://commons.wikimedia.org/wiki: “File:Giotto,_Lower_Church_Assisi,_The_Visitation_01.jpg”.


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A Vida é Imensidão

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A Vida é Imensidão

 

Se pararmos pelo menos um instante,
E pensarmos o quanto a vida é imensidão,
A gente não deixaria de parar um pouco,
Para sentir o pulsar do nosso coração!
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Pois o pulsar do nosso coração,
De vez em quando não se faz de sentir,
Quando anestesiamos os sentimentos,
E vivemos sem querer se ouvir!
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E vivendo sem querer se ouvir,
Ficamos sem sentir nossos movimentos,
Talvez deixamos a vida nos levar,
E desprezamos os fortes sentimentos!
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Pois não acolher os fortes sentimentos,
É desprezar o percurso de nossa história,
Que as vezes revivemos na forte saudade,
Quando revisitamos nossas memórias!
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Viajar e revisitar nossas memórias,
É um forte exercício de esperança,
Que arrebenta as estruturas da gente,
Mas estimula nossa confiança!
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E estimular nossa confiança,
É uma experiência de certo temor,
Se faz fortalecendo o equilíbrio,
Porém, só alimentado por um firme amor!
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Porque se alimentar do firme amor,
É uma conexão que não podemos perder,
Pois a vida é esse movimento lindo,
Que gente precisa muito fortalecer!
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Fortalecer o movimento da vida,
Deve ser nossa atitude de cada dia!
Mesmo que se pare para se refazer,
E de novo deixar fluir a paz e a alegria!
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E deixar fluir a paz e a alegria,
Este é o segredo de todo caminheiro,
Porque isso alimenta cada passo,
E o faz enfrentar qualquer nevoeiro!

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“O Milagre dos Pães e Peixes”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Miracle of the Loaves and Fishesth”

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“Davi toca harpa perante Saul”, de J. Tissot (1836-1902) & Discípulos. In thejewishmuseum.org: “David Plays the Harp Before Saul”.


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“Pilha de drogas médicas em fundo de mármore.” Por azerbaijan_stockers. In br.freepik.com.


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“Os Romanos da Decadência”, de Thomas Couture (1815-1879). In pt.wikipedia.org/wiki: “Thomas_Couture”.


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“A Oração Noturna de Davi”, de J. Tissot (1836-1902) & Discípulos. In thejewishmuseum.org: “David Praying in the Night”

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“Filho Pródigo”, de Eugène Burnand (1850-1921). In <eugene-burnand.com/Parables/prodigal%20son.htm>.

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Nossa Senhora da Ternura. In fr.wikipedia.org/wiki: “Fichier:Vladimirskaya.jpg”.

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“A Cena de Emaús”, de Diego Velázques (1599-1660). In pt.wikipedia.org/wiki: “Ficheiro:La_cena_de_Emaús,_by_Diego_Velázquez.jpg”.


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“Paulo entrega as cartas a Timóteo”. In Mosaico da Catedral de Monreale, Palermo (Itália).


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“Silhueta de homens alpinistas com mochila…”. Por Jcomp. In br.freepik.com.


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As Lições do Tempo

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As Lições do Tempo

 

Quando o ar seco da longa seca se acalmar,
Dando lugar ao clima molhado que vem nos abraçar,
E dos ipês caíres as flores roxas, brancas e amarelas,
Deixando no chão uma pintura rara, simples e bela,
Então entenderemos que o tempo,
É este mestre que ensina sempre a esperançar.
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Quando os dias nascerem ainda com um pouco de noite,
Sem deixarem que o sol ilumine e venha nos saudar,
E mesmo assim a estrada tenhamos que seguir.
Deixando que o ritmo da vida possa nos conduzir,
Então nos convenceremos com o tempo,
Que o caminho se faz a caminhar.
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Quando cada passo já realizado fizer sentido,
Mesmo que os tropeços nos tragam o inesperado,
E muitas vezes percamos a calma em algum passo,
E necessitemos que alguém nos contenha no abraço,
Entenderemos com o tempo, que a vida
É esse jardim a ser sempre cuidado.
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E quando na solidão natural podermos nos encontrar,
Viajando nas recordações da nossa viva história,
Deixando que os pensamentos fluam livres com o vento,
Mergulhados nas meditações e acontecimentos,
Sentiremos, então, com o tempo o valor e o sentido,
De nossas preciosas memórias.
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O tempo é mesmo quem nos dará muitas respostas,
Que nos tirará muitas máscaras e muitos véus,
Que nos fará juízes de muitos condenados,
Que nos tornará réus presos ou libertados,
E as tribulações e amarguras no caminho do sofrimento,
Ou nossos acertos, gozos e alegrias vias aos céus.
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Mas somente há uma dádiva que nos salvará,
Sendo essência universal sempre a florescer,
O supremo Amor, no tempo, que vai nos recriando,
O Amor, ou os amores, que vamos encontrando,
Que se dá entre pais, irmãos, amigos, amado ou amada,
Fundamento que nunca há de morrer.

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“A Criação”, de J. Tissot (1836-1902). In thejewishmuseum.org: “The Creation”.

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“Caminho no parque outono com folhas caídas”. Por Atlas Company. In br.freepik.com.


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“Elias no Deserto”, de Washington Allston (1779-1843). In pt.wikipedia.org/wiki: “Elias”


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Nosso Senhora do Perpétuo Socorro.


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“Moisés Diante da Terra Prometida”, de J. Tissot (1836-1902). In thejewishmuseum.org: “Moses Sees the Promised Land From Afar”

 

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“Silhueta de homens alpinistas com mochila…”. Por Jcomp. In br.freepik.com.


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“José se faz conhecido por seus irmãos”, de J. Tissot (1836-1902). In thejewishmuseum.org: “Joseph Maketh Himself Known to His Breth”.


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Um Olhar Sobre a Vida

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Um Olhar Sobre a Vida

 

Um olhar sobre a vida dos humanos,
Das almas de coragem e de desengano,
Da natureza nos reflexos mais vivos,
Também dos estragos mais expressivos.
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Um olhar sobre a coragem e o medo
Sobre o sol, a lua, estrelas, arvoredos,
Sobre a persistência nas madrugadas,
Também, sobre os que ficam pela estrada.
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Um olhar sobre os amores que vamos encontrando
Os que nos amam e vão nos deixando,
Sobre os rostos que expressam gratidão,
Também sobre os que se afogam na solidão.
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Um olhar sobre os dias mais belos da vida
Das festas, encontros, chegadas e partidas.
Sobre o amigo que oferece a sua mão,
Também sobre os que certamente nos trairão.
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Um olhar sobre a luta dos incansáveis,
E os que são usados feitos descartáveis,
Sobre os que brincam com as crianças,
Também sobre os que perdem a esperança.
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Um olhar sobre os incrédulos e crentes,
Sobre os culpados ou inocentes,
Um olhar sobre os que são ousados
Mas também sobre os acomodados.
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Um olhar sobre este lindo planeta terra,
Que os homens destroem entre a fome e a guerra,
Que as vezes faltam flores para ser mais bonita
Para torná-la talvez infinita…
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Enfim um olhar sobre a revelação de Deus onipotente,
Seu plano de amor como presente,
Sobre Jesus verbo do eterno amor
Que é paz, é vida, é rei e humilde Senhor…

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Papa Francisco rezando na Porciúncula, em Assis (Itália). © Vatican Media.

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“São Francisco de Assis. “ Imagem: Do filme “Francisco, Arauto de Deus”, (1950), de R. Rossellini. In wikipedia.org/

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Imagem: por Mario Hagen. In pixabay.com

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In brooklynmuseum.org: “The Rich Young Man Went Away Sorrowful”

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Papa Pio XII abençoando as ruas de Roma após os bombardeios de 13 de agosto de 1943. In <https://www.studiarapido.it/pio-xii-papa-seconda-guerra-mondiale/>

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Papa Francisco. Angelus, 15 de março de 2020. © Vatican Media.

 

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Mar da Galileia. © Wojciech Ilczyszyn. In Pixabay.

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Papa Francisco. Bênção Urbi et Orbi extraordinária devido à pandemia do coronavírus, Praça São Pedro (vazia), 27 de março de 2020. © Vatican Media.

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