A Vida é Espontânea

⇒ Vida e Poesia ⇐

 

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A Vida é Espontânea

 

A vida é espontânea,
No seu belo proceder,
Na forma que se dar em nós
Quando então quer renascer,
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A vida vem por si só,
Com força de autonomia,
Fazendo nascer nas pedras,
As rosas que nos irradia.
*
Faz a semente sequinha,
Em árvore ressuscitar,
Deixando espontaneamente,
Sua casca arrebentar.
*
Faz as energias do amor,
Ir fluindo sem pressão,
Sem nada assim sendo imposto,
Pelas vias da razão.
*
Por isso que o amor é vida,
Porque assim não se impõe,
Vem lentamente surgindo,
Em tudo que compõe.
*
A vida é como a brisa,
Da noite, da madrugada…
Vem mansinha com carinhos,
Deixa a alma renovada.

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Mais um poema que fala da vida, mais um texto poético que nasce da contemplação do meu cotidiano! No cerrado brasileiro, especificamente em Brasília, as chuvas trazem outro movimento a todos nós! O verde vai ressurgindo depois da estiagem, as trovoadas, as tardes molhadas, as manhãs nubladas e mais escuras! Depois do longo tempo de chuvas que vão e que vem, já em maio a gente vai se preparando para o tempo mais frio, noites mais longa e frias. Vamos nos agasalhando, num clima seco, mas, ao mesmo tempo, agradável. Agradável para uns e não tão cômodo para outros que não têm condições para viver bem no clima frio…

Tudo isso é o movimento espontâneo da vida que se dar [um acontecimento] também em nós, dentro de nós, com nossos sentimentos, nossas emoções, e sobretudo o nosso dia a dia que vai se dando e cada um nós de vai acolhendo, às vezes sem perceber, esse movimento espontâneo.

Foi mergulhado nestas reflexões e esperando o inverno que em abril de 2018 nasceu o poema “A Vida é Espontânea”!

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“A Mulher com um Problema de Sangue”, de J. Tissot (1836-1902). In <brooklynmuseum.org>: “The Woman with an Issue of Blood”.

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“A Adoração dos Pastores”, de Matthias Stom (1615-1649). In <commons.wikimedia.org/wiki/>: “File:Adoration_of_the_sheperds_-_Matthias_Stomer.jpg”

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Foto: Arquivo Pessoal.

 

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“Zaqueu no Sicômoro Aguardando a Passagem de Jesus”, de J. Tissot (1836-1902). In <brooklynmuseum.org> : “Zacchaeus in the Sycamore Awaiting the Passage of Jesus”.

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Jesus cura um cego de nascença, de Projeto Lumo. In <freebibleimages.org/photos/jesus-blind-man-pharisees>.

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“São João Batista e os Fariseus”, de J. Tissot (1836-1902). In <broolynmuseum.org>: “Saint John the Baptist and the Pharisees”.

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“Silhueta de homens alpinistas com mochila…”, de Jcomp. In <br.freepik.com>.

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A Vida da Gente é Assim

⇒ Vida e Poesia ⇐

 

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A Vida da Gente é Assim

 

A vida da gente é assim:
Essa caminhada interminável,
Esse movimento intenso e vivo,
Como o sangue correndo nas veias,
Rios que correm sem parar.
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A vida da gente é assim:
Essa variação de tantas cores,
Mudando com o passar do tempo,
Entre o dia e a noite que vai se variando,
Entre as estrelas, o sol e a lua.
*
A vida da gente é assim:
“Degraus” a “degraus” vamos subindo,
Passo a passo vamos andando,
Sem previsão no que vem lá pela frente.
Mas, mesmo assim, o olhar no horizonte!
*
A vida da gente é assim:
Chegadas, encontros e partidas,
Às vezes se volta, às vezes não,
Mas os momentos são simplesmente únicos,
Mesmo se as voltas possam acontecer.
*
É há momentos que são apenas um,
Uma chegada, um encontro, uma partida,
Momentos que nunca mais poderão acontecer,
Vai-se embora e não mais se volta,
Mas para sempre ficará no coração.
*
Por isso, a vida é dádiva irreversível,
Momentos e momentos irrepetíveis,
Encontros de corações insubstituíveis,
Passados de se viver tão impossíveis,
Que somente no presente é acessível.
*
Por isso é importante viver cada momento,
Com suas cores, luzes e trevas,
Com as alegrias, tristezas e sonhos,
Com as emoções, sensações e toques,
Porque a vida é pra ser vivida em seu todo…

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In <pixy.org/1272669/>” CC BY-NC-ND 4.0

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“Jesus Dormindo Durante a Tempestade”, de J. Tissot (1836-1902). In <brooklynmuseum.org>: “Jesus Sleeping During the Tempest”.

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“Jesus Acalma a Tempestade”, de J. Tissot (1836-1902). In <brooklynmuseum.org>: “Jesus Stilling the Tempest”.

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“Silhueta de Árvores sob a Lua”, de Matheus Bertelli (2018). In <pexels.com>.

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de Erik Mclean (2020). In <pexels.com/pt-br/foto/trilha-passeio-calcada-subindo-4700578/>

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de Efrem Efre (2022). In <pexels.com/pt-br/foto/outono-declinio-vista-traseira-casal-14347362/>.

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“A Fuga para o Egito”, de J. Tissot (1836-1902). In <brooklynmuseum.org>: “The Flight into Egypt”.

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“A Estada no Egito”, de J. Tissot (1836-1902). In <brooklynmuseum.org>: “The Sojourn in Egypt”.

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“O Retorno do Egito”, de J. Tissot (1836-1902). In <brooklynmuseum.org>: “The Return from Egypt”.

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“A Adoração dos Pastores”, de Gerard van Honthorst (1592-1656). In <en.wikipedia.org/wiki>: “Gerard van Honthorst – Adoration of the Shepherds”.

 

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Os Bons Samaritanos

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Os Bons Samaritanos

 

Em uma noite de estrelas,
Ao ronco dos carros na pista,
E um olhar na rua e nos pobres,
Há alguém que acolhe os que caem.
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Há mãos estendidas para levantar os que caem,
Há abraços forçados que seguram os desequilibrados,
São os irmãos que rezam, que adoram Jesus,
Eles estão ali.
*
Mas, ainda há alguém que não é acolhido
E que espera os bons samaritanos.
Porém, olhar os que estão no desamparo
E passar por eles e sentir pena,
Não faz a diferença…
*
Dar umas moedas nos deixa com ar de caridosos,
Dizer que sempre será assim é muito cômodo!
*
Talvez a culpa é do sistema,
Que eles são vagabundos,
Que não tem iniciativa própria.
*
É como livrar nosso corpo da culpa,
E sair andando com ar de conscientes,
Eis aí o nosso pecado capital.
*
E como dormir tranquilo, nesta noite?
Sem se preocupar com os caídos pela estrada…
Sem refletir que eu poderia ser um deles?
Ou imaginar que eles poderão
Talvez ser melhores do que nós.
*
E nesta noite de estrelas,
Sou eu também carente,
Sem respostas para as indagações de minha alma,
Ainda quebrado, esfacelado, pouca esperança…
Guardando um pouco de fé:
Fé em Deus. Fé na vida, também no amor….
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O poema de hoje é em prosa, ou seja, não há presença de rimas. Se chama Os Bons Samaritanos. Trata-se de um texto poético com um olhar social e religioso. Social porque contempla as realidades de sofrimento dos pobres, como sendo esta realidade, na sua grande parte, consequência do descaso dos nossos governos. Religioso porque, mesmo sendo competência das políticas públicas atender e ajudar os desempregados e povo da rua, independente da ação, existem os bons samaritanos, o que “fazem o bem sem olhar a quem”. Eu compus em 2005, um ano depois que cheguei a Brasília, ainda desempregado, conheci o trabalho dos irmãos da Toca de Assis os quais acolhiam e cuidava dos pobres levando-os para a casa da Toca, onde ofereciam comida, banho e alguns dormiam naquele lugar.

E foi no início de uma noite de janeiro de 2005, no Gama, que eu passava e vendo um irmão da Toca de Assis levando pela a rua outro irmão faminto o qual parecia muito fraco, com dificuldade de caminhar, que neste nasceu este poema: Os Bons Samaritanos.

 

São João Paulo II e Santa Teresa de Calcutá, de L’Osservatore Romano (1982). In <register.com/news/what-i-learned-from-mother-teresa>.

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Foto de Vitaly Kushnir (2021). In <pexels.com/pt-br/foto/sombrio-escuro-rodovia-estrada-10649807/>

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“Santo Antônio Distribuindo Pão”, de Willem van Herp (1614-1677). In <commons.wikimedia.org/wiki/>: “File:Willem van Herp (I) – Saint Anthony of Padua (?) distributing Bread.jpg” – Domínio público.

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Centro de São Paulo (nov. 2022). In Arquivo Pessoal.

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“Um sem teto segurando Uma Xícara Com Dinheiro”, foto de Timur Weber (2021). In <pexels.com>.

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Foto de Timur Weber (2021). In <pexels.com/pt-br/foto/adulto-mendigo-pedinte-cidade-9531993/>.

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“O Fariseu e o Publicano”, de J. Tissot (1836-1902). In <brooklynmuseum.org>: “The Pharisee and the Publican”.

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Foto de Cottonbro Studio. In <pexels.com/pt-br/foto/cama-leito-quarto-dormitorio-6474008/>.

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Foto de Freepik. In <freepik.es/foto-gratis/hombre-rompiendo-hogaza-pan_10722309.htm>.

Foto de Jerome Rançon (2020). In <pexels.com/pt-br/foto/astronomia-astrofotografia-celestial-divino-9471659/>.

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“A Oração Noturna de Davi”, de J. Tissot (1836-1902) & Discípulos. In <thejewishmuseum.org>: “David Praying in the Night”.

 

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Nossos Cotidianos

⇒ Vida e Poesia ⇐

 

 

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⇒ Vida e Poesia ⇐

Nossos Cotidianos

 

Em meio a chuva e ao sol a brilhar,
A vida flui a cada hora passada,
Muitos iniciam ainda tão cedo,
Durante as noites e as madrugadas,
São buscas existenciais dos cotidianos,
Em meio às vitórias, às alegrias e aos desenganos,
Que vamos prosseguindo nas tantas jornadas.
*
Vamos existindo em tantos mundos,
Olhamos e observamos tantas existências,
A elas, muitas vezes, nos envolvendo,
Em meio às agonias e a “paciências”,
Também analisamos e vamos mudando,
Sofrendo um pouco, mas superando,
E acolhendo, com fortaleza, as consequências.
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Nos tantos lugares por onde andamos,
Tantas vidas e mundos vem à nossa frente,
Com muitas revoltas ou serenidades,
Nos dias, nas noites, tão envolventes,
Essas existências, vem tanto a nos ensinar,
Nos questionam e nos fazem mudar,
Nos sentimos também parte dessa gente.
*
Olhamos os que estão nas ruas e calçadas
Sem teto e na imensa e brava solidão,
Apenas a noite como companheira,
Ou ainda como um amigo um pequeno cão,
Sua cama o piso frio, a rua como residência
E assim vai prosseguindo a sua resistência,
E a vida continua sua peregrinação.
*
E nas vias de trânsitos e nos acidentes,
Muitos comportamentos vivemos a expressar,
Quando as batidas e desastres podem acontecer,
E também os “ânimos” e os estresses vem a aflorar,
Alguns nos ensinam a serenidade,
Outros nos trazem a agressividade,
Ainda assim, uma saída, um acordo há de se encontrar.
*
Nas lojas, nos bares, também estamos,
Nos comércios, nas feiras e cafeterias,
Nas paradas da vida e nos movimentos,
Nos trabalhos exaustivos de cada dia,
Nos afazeres de casa e no estudar,
Com os amigos, com os colegas e no namorar,
Também nas tribulações onde encontramos alegrias.
*
Não esqueçamos também nossos preconceitos,
Quando julgamos as pessoas sem conhecimento,
Quando nossa hipocrisia vem a nos invadir,
E desconhecemos os tantos sofrimentos,
Muitas vezes esquecemos o direito e a dignidade,
Pois, não importa classe, religião ou realidade,
Todos têm direito ao nosso acolhimento.
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Grupo de Teatro: Bárbara, Francisco, Gildásio, Paloma, Raisa, Thaisa Alves, Taiza Souza e Tatiane.
(23 mar. 2016).

 

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Foto de Stephan Seeber (2017). In <pexels.com/pt-br/foto/fotografia-time-lapse-de-veiculos-na-estrada-a-noite-1110494/>.

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Foto de Alohamalakhov. In <pixabay.com/pt/photos/vinhedo-nascer-do-sol-sol-fazenda-428041/>.

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“A Caravana de Abrão” , de J. Tissot (1836-1902). In thejewishmuseum.org: “The Caravan of Abram”.

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“A Profecia da Destruição do Templo”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Prophecy of the Destruction of the Temple”.

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Obra de Gerd Altmann. In <pixabay.com/pt/photos/contato-equipe-escrit%c3%b3rio-o-neg%c3%b3cio-4017260/>

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“O Pobre Lázaro à Porta do Rico”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Poor Lazarus at the Rich Man’s Door”.

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Foto de Greg Montani (2019). In <pixabay.com/pt/photos/tr%c3%a1fego-sem%c3%a1foro-estrada-vermelho-4003342/>

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“A Parábola do Rico Insensato”, de Rembrandt (1606-1669). In pt.wikipedia.org/wiki: “Parábola_do_Rico_Insensato”.

 

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Foto de superohmo (2022?). In <br.freepik.com/fotos-premium/advogado-apertando-a-mao-do-cliente-apos-uma-reuniao-de-cooperacao-de-negociacao-de-bom-negocio-no-tribunal_19426321.htm>

 

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“Jacó Lamenta a ‘Morte’ de José”, de J. Tissot (1836-1902). In thejewishmuseum.org: “Jacob Mourns His Son Joseph”.

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Paulo, construtor de tendas, com Aquila e Priscila, também construtores de tendas, de Jim Padgett (Sweet Publishing). In <freebibleimages.org/illustrations/paul-corinth/> – CC BY-SA 4.0.

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“A Parábola da Trave e do Cisco”, de Pieter Mortier (1661-1711). In en.wikipedia.org/wiki/: “Pieter_Mortier” – Domínio Público.

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Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos – 2022

Intenções do Santo Padre, o Papa Francisco: Pelas crianças que sofrem ⇐
⇒ Novembro: Mês dedicado às almas do purgatório 

Leituras: Sb 3,1-9; Sl 41(42),2.3.5bcd; Sl 42(43),3.4.5 [R. 41(42),3a]; Ap 21,1-5a.6b-7; Jo 11,25a.26; Jo 14,1-6.

 

 

⇒ HOMILIA ⇐

 

A Lembrança dos Defuntos nos Aponta para a Glória do Deus Vivo

Jo 14,1-6

 

Meus irmãos e minhas irmãs, chegamos à Comemoração de Todos os Defuntos Fiéis. Também iniciamos o mês de novembro, o mês dedicado a oração pelas almas do purgatório. Coloquemos ainda em nossas orações as intenções do Santo Padre, que neste mês roga pelas crianças que sofrem. Neste dia, a Igreja nos conduz a uma mensagem em que a coluna central é a esperança, mas também que a nossa vida verdadeira está em Deus e que somos todos destinados à glória de Deus. Muitos são os textos bíblicos que fazem referências à temática dos fiéis defuntos.

Assim, teremos como norte evangélico a passagem de Jo 14,1-6. Trata-se do início, no Evangelho Segundo São João, da despedida dos Apóstolos e, para a Igreja, o centro dessa passagem é “na casa de meu Pai há muitas moradas” (Jo 14,2). Na tradição bíblica se diz que o evangelista “João imaginava o mundo celeste como um grande palácio (…) de muito aposentos.”(1).

Quando meditamos sobre a morte sem a iluminação da Palavra de Deus nós ficamos à mercê de crises existenciais, prejudicando nossos sonhos e realizações. Mas se buscamos nas Sagradas Escrituras essa luz encontraremos outra concepção, marcada pela esperança numa vida futura de glória e infinita, pois em Deus somos destinados à salvação.

Assim, a Primeira Leitura desta Liturgia (cf. Sb 3,1-9), obtida do livro da Sabedoria, nos indica que Deus tem, em suas mãos, a vida do justo, que terá, como destino a Jerusalém celeste, descrita na Segunda Leitura (cf. Ap 21,1-5a.6b-7) e onde estará Cristo em toda a sua glória.

Finalmente, recordamos que, entre os dias 1º e 8 de novembro, é tempo de obter Indulgência Plenária para determinada alma que esteja no purgatório, isto é, “a remissão, diante de Deus, de pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”(2), bastando que visite um cemitério, rezando pela alma, confessar-se, receber a Eucaristia, rezar o Credo e o Pai-Nosso nas intenções do Papa.

Seja nossa vida uma constante busca da santidade e do preparo para quando chegarmos a nossa hora possamos estar preparados para o encontro definitivo com o Senhor, que nos chama para estar com ele e também estarmos unidos à multidão de todos os que formam o seu Reino de amor e de paz. Amém.

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(1) Cf. Nota de rodapé de Jo 14,2-3 da Bíblia do Peregrino (2018).
(2) Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, Sobre a Doutrina das Indulgências (1967). Disponível em: <https://www.vatican.va/content/paul-vi/pt/apost_constitutions/documents/hf_p-vi_apc_01011967_indulgentiarum-doctrina.html>. Acesso em: 31 out. 2022.

 

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⇒ POESIA ⇐

Nossa Vida está em Deus

 

Em nós há uma vida escondida,
Há um existir transcendente,
De algo tão permanente,
De portas que se abrem,
Ontem, hoje, amanhã – eternamente.
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Há em nós um forte chamado,
Para um seguimento ao amor,
Para curarmos a dor,
Pela Palavra santa e eterna
Que cura o nosso clamor.
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Há uma busca de eternidade,
Um apego a este existir material,
Um querer ser imortal,
Sendo distantes de Deus,
Na desilusão total.
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Está no Senhor, nossa vida,
Feliz, completa, não passageira,
Vida eterna e verdadeira,
Sem pausa e sem decepção,
Nossa vocação primeira.
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Está em Deus nosso repouso,
Nossa sede de existência,
Nossa vida sem ausência,
Sem medo e decepção,
Só em Deus, a nossa essência.

 

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Obra: “The Last Sermon of Our Lord”, por J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org.

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Obra: “The Sermon of the Beatitudes”, por J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org.

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Obra: “The Resurrection of Lazarus”, por J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org.

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Obra: “The Resurrection of the Widow’s Son at Nain”, por J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org.

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Obra: “The Pilgrims of Emmaus on the Road”, por J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org.

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Obra: Xilogravura do livro “Historiae celebriores Veteris Testamenti Iconibus representatae”, autor desconhecido (1712). In commons.wikimedia.org/wiki/: “File:Parable_of_talents.jpg”.

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Foto: P. Mcadams. In iStock.

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Foto: Philip Walenga. In Pixabay.

 

⇒ Que a Palavra e a Luz de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, fortalece a nossa esperança na perspectiva da Glória do Deus Vivo, ilumine o seu caminho! 

 

 

Deixa esse Amor se Espalhar

⇒ Vida e Poesia ⇐

 

 

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⇒ Vida e Poesia ⇐

Deixa esse Amor se Espalhar

 

Quando receberes o amor,
Deixa ele se espalhar,
Pelos que estão por pertos,
E tudo transformar…
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Deixa fecundar teu chão,
Pelos que estão contigo,
Em forte comunhão,
Com amados e amigos.
*
Deixa a energia do bem,
Fluir como o leve vento,
Que carinhoso vem
Sobre os teus rebentos.
*
Deixa que o teu olhar,
Contagie todo coração,
De quem quer caminhar,
Em forte doação.
*
Deixa este amor tão forte,
Que faz brotar a vida,
Mais forte que a morte,
Fazer-te acolhida.
*
E este amor de vida,
E este amor de paz,
De encontro e acolhida
Só a harmonia traz.
*
Ele move o mundo,
Faz pulsar o coração,
É vivo, é profundo,
Plena comunhão.
*
Não tente entender,
Nem o definir
Somente acolher,
Deixa esse amor fluir.

→ Sobre o testemunho de amor missionário da família.

 

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“O Semeador”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Sower”.

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“Abraão Recebe os Três Anjos”, de J. Tissot (1836-1902). In thejewishmuseum.org: “Abraham and the Three Angels”.

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“José se faz conhecido por seus irmãos”, de J. Tissot (1836-1902). In thejewishmuseum.org: “Joseph Maketh Himself Known to His Brethren”.

 

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Pétalas De Rosa; Pétalas; Casamento; Espalhar Rosas, de Hans (2015). In pixabay.com.

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“A Mulher com um Problema de Sangue”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Woman with an Issue of Blood”.

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“A Filha de Jairo”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Daughter of Jairus”.

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Santa Teresinha e o Papa Leão XIII, foto de Dorothée Quennesson (2021). In pixabay.com: “Papa Vitral Janela Igreja Leon Xiii Garota”.

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“Deixe as criancinhas virem a Jesus”, de C. H. Bloch (1834-1890). In pt.wikipedia.org/wiki/: “Ficheiro:Let_the_Little_Children_Come_unto_Jesus.jpg”.

 

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“O Milagre dos Pães e Peixes”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Miracle of the Loaves and Fishes”.

 

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“A Incredulidade de São Tomé”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Disbelief of Saint Thomas”.

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“Alimente Meus Cordeiros”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “Feed My Lambs”.

 

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A Florzinha de Lisieux e do Carmelo

⇒ Vida e Poesia ⇐

 

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⇒ Vida e Poesia ⇐

A Florzinha de Lisieux e do Carmelo

 

Na experiência com Jesus, seu tesouro,
Na simplicidade de vida e alegria,
No amor de Deus a cada dia,
Teresa vive um encontro de amor,
Na entrega profunda com seu Senhor,
Encontro que lhe traz grande harmonia!
*
Doutora jovem dos ensinamentos,
Palavras que Deus quer nos transmitir,
Com seus escritos a nos instruir,
Ensina-nos sobre a atitudes de oração:
Gratidão, olhar e impulso do coração,
Em meio à lida ou alegria, a nos invadir!
*
Filhinha de Deus e da Virgem do Sorriso,
O Carmelo, seu jardim de santidade,
A Florzinha quis ser freira com pouca idade!
A Sagrada Face do Senhor ela contemplou,
Amor escondido no rosto de que ela tanto amou,
Consagrando-se a Deus, pura bondade!
*
Brinquedinho de Jesus se considerou
Quando aos pés do Papa se percebeu,
Encontro que breve aconteceu,
Só depois conseguiu compreender,
Que a profecia iria acontecer,
Brinquedinho, em humildade se entendeu!
*
A Pequena Via de amor percorreu,
Na sua pequenez a santidade aspirou,
Nesta via para o Céu Teresa caminhou,
Nos braços de Jesus sentiu-se carregada,
Chuvas de rosas, lá do Céu nos foram ofertadas,
Compartilhar estas graças, a Igreja se encarregou!
*
Missão de rezar pelos missionários,
Por amor à Igreja e à evangelização,
Irmã dos sacerdotes que vão à missão,
Reza pela e saúde e pela perseverança
Para que tenham a fé e a esperança,
Para a resposta fiel à vocação!

 

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“Teresa de Lisieux”, foto de Dorothée Quennesson. In pixabay.com.

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Santa Teresinha, em 7 jun. 1897, foto de Céline. In archives-carmel-lisieux.fr © Arquivos do Carmelo de Lisieux

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Logo do Catecismo.

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“Nossa Senhora do Sorriso”. In Santuário Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face (Presidente Prudente/SP).

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Sagrada Face. In Santuário Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face (Bandeirantes/PR).

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“Santa Teresinha Visitando a Sagrada Família”, (autor desconhecido). In thesacredartgallery.com: “St. Therese Visiting The Holy Family by Old Masters”.

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“Caminhos de Lisieux”. In Arquivo pessoal

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Santa Teresinha, em jul. 1896, foto de Céline In archives-carmel-lisieux.fr © Arquivos do Carmelo de Lisieux

 

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“Elias no Deserto”, de Washington Allston (1779-1843). In pt.wikipedia.org/wiki: “Elias”

 

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Mãe Missionária

⇒ Vida e Poesia ⇐

 

 

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⇒ Vida e Poesia ⇐

Mãe Missionária

 

Mãe missionária no caminho da gente,
Que com o teu sim, segue à nossa frente,
Sendo reposta ao Plano Salvador,
Entre a Antiga e a Nova Aliança permanece crente,
Dando resposta como sacrário de amor,
Dando-nos Jesus que acolher o pecador,
Misericórdia e acolhimento sempre!
*
Mão da escuta ao Anjo visitador,
Que se perturba, mas sem pavor,
Não fica passiva com a proposta divina,
Faz suas perguntas pra se entregar com amor,
Ao mensageiro pede esclarecimento,
Responde com firmeza após o discernimento,
Proclama seu sim, por inteira, ao Plano Salvador!
*
Grávida de Deus parte em missão,
Visita sua prima com compaixão,
Primeiro encontro do Antigo e do Novo,
Grande alegria e forte saudação,
O futuro Batista pula de alegria
O Verbo encarnado em sintonia,
E as duas mães em grande louvação!
*
Mão missionária junto a seu Filho amado,
Caminha Jesus com coração doado,
Vive cada momento com intensidade,
Sendo discreta, no seu discipulado,
No templo, no lar, na festa e na missão,
Sempre por inteira, vida em doação,
Mãe intercessora, coração imaculado!
*
Mãe missionária em cada nação,
Com todos os povos tem identificação,
Em cada canto do mundo pacificadora,
A quem aparece e visita pede oração,
Pela paz, fraternidade e pela vida,
Neste mundo de tantas criaturas sofridas,
Que necessitam de seu cuidado e compaixão!
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Roga por nós Mãe da Conceição Aparecida,
Alivia a dor das nações sofridas,
Com o teu silêncio ensino-nos a escutar,
Reconcilia as relações humanas divididas,
Que no nosso caminho com teu Filho amado,
Sejamos irmãos em encontros reconciliados
No respeito entre seus filhos, na paz reconstituída!

 

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“Nossa Senhora Aparecida”. In vaticannews.va.

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“A Visitação”, de P. de Champaigne (1602–1674). In commons.wikimedia.org/wiki/: “File:Philippe de Champaigne – The Visitation – y1994-17 – Princeton University Art Museum.jpg”

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“A Anunciação”, de P. de Champaigne (1602–1674). In commons.wikimedia.org/wiki/:“File:The Annunciation MET DT5656.jpg”

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“Estátua da Visitação na Igreja da Visitação”, de Deror Avi (2008). In en.wikipedia.org/wiki:“File:Church of the Visitation IMG 0637.JPG” – CC BY-SA 3.0.

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“O Retorno do Egito”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Return from Egypt”.

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(1) “Nossa Senhora de Guadalupe”. In pt.wikipedia.org/wiki: “Nossa_Senhora_de_Guadalupe_(México)”. (2) “Nossa Senhora de Fátima”. In <chinakasreflections.com/october-devotion-day-24-the-marian-apparition-in-october/>.

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(1) “Nossa Senhora de Akita” (Japão). In pt.wikipedia.org/wiki/: “Nossa_Senhora_de_Akita” – CC BY-SA 4.0. (2) “Nossa Senhora de Czestochowa” (Polônia). In pt.wikipedia.org/wiki/: “Nossa_Senhora_de_Częstochowa” – Domínio público.

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Imagem: Arquivo Pessoal.

 

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Basílica; Nossa Senhora Aparecida; Brasil, de MariaoSM (2015). In pixabay.com.

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Caminheiro de Deus

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Caminheiro de Deus

 

Contemplo a tua labuta,
Ela é incansável,
Aparentemente,
Não é de repente,
É labuta santa,
Que não me espanta,
Somente me alegra,
Como um bom presente.
*
Faz na solidão,
Mas que não faz doer,
Nem muito sofrer,
Por que faz sentido,
Caminho percorrido,
Nas noites e nos dias,
Tristezas e alegrias,
Porém ao final,
Só lhe faz crescer.
*
Coração adulto,
Sonho da juventude,
Não mais se ilude,
Faz tantos trajetos,
Às vezes inquieto,
Mas sem esmorecer,
Quer mesmo é vencer,
Mas na lealdade,
Com seus bons projetos.
*
Deus é o bem maior,
Busca em sua oração,
E na contemplação,
Do seu caminhar,
Sem se enganar.
Vive na verdade,
Sem ingenuidade,
E sua vida segue,
A perseverar.
*
Que o Santo Paráclito,
Guie o seu caminhar,
Por onde passar,
Nesta tua busca,
Que a Deus escuta,
Nesta luta santa,
Que às vezes encanta,
Mas com o pé no chão,
Sem desanimar.

 

Para o Padre Natale Battezzi, 2012.

 

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Pe Natale Battezzi (1936-2014). Arquivo pessoal.

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Pe Natale Battezzi (1936-2014). Arquivo pessoal.

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Pe Stefano Fogliata (1921-2012) e Pe Natale Battezzi (1936-2014). Arquivo pessoal.

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Nossa Senhora do Equilíbrio. In <parrocchiasantena.it/>: “Madonna dell’Equilibrio”

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Pe Natale Battezzi (1936-2014). Arquivo pessoal.

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“Pentecostes” (extrato), de J. Bautista Maino (1581-1649). In commons.wikimedia.org/wiki: “File:Maino_Pentecostés,_1620-1625._Museo_del_Prado.jpg”

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Pe Natale Battezzi (1936-2014). Arquivo pessoal.

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O Sorriso

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O Sorriso

 

O sorriso abre as portas,
Do coração em tristeza,
Tira a angústia e os receios,
Deixa a alma em leveza!
*
O sorriso traz à vida,
Muita luz, muita alegria,
Nos faz brincar com as tensões,
Nos passos de cada dia!
*
E as risadas mais gostosas
Que nos trazem descontrações,
E as partilhas engraçadas,
Desafogam os corações.
*
Seguidores da alegria,
Todos nós somos chamados,
E o sorriso é a mensagem,
Força pro desanimado!
*
Como está o seu sorriso?
Neste mundo meio sisudo,
Fotos de sorrisos forçados,
que invade quase tudo?
*
Sorrisos, sorrisos diversos,
Nos painéis e tantos lugares,
No Face, Insta e tantas redes,
Virtuais e populares!
*
Que sejamos alegria,
Descontraindo a tristeza,
Plantando a justiça e a paz,
E o sorriso seja a beleza!

 

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Nossa Senhora do Sorriso. In Santuário Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face (Presidente Prudente/SP).

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“Santa Teresinha Visitando a Sagrada Família”, (autor desconhecido). In thesacredartgallery.com: “St. Therese Visiting The Holy Family by Old Masters”..

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“O Menino São João Brincando com um Cordeiro”, de B. E. Murillo (1617–1682). In commons.wikimedia.org/wiki/: “File:San_Juan_Bautista_niño_(National_Gallery_of_Ireland).jpg”.

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“O Encontro da Virgem Maria com Isabel”, de C. H. Bloch (1834-1890). In commons.wikimedia.org: “File:’The Meeting of Mary and Elisabeth’ by Carl Heinrich Bloch.jpg”

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Santa Teresinha, em 1889, por Pe Gombault. In archives-carmel-lisieux.fr. © Arquivos do Carmelo de Lisieux.

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“Natanael Sob a Figueira”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “Nathaniel Under the Fig Tree”.

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“O Primado de São Pedro”, de J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org: “The Primacy of Saint Peter”.

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Contato; Equipe; Escritório; O Negócio; 4017260, de Gerd Altmann. In pixabay.com.

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Papa São João XXIII, o Papa Bom. In vaticannews.va.

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