33º Domingo do Tempo Comum, Ano C, São Lucas

Intenções do Santo Padre, o Papa Francisco: Pelas crianças que sofrem ⇐
⇒ Novembro: Mês dedicado às almas do purgatório 
VI Dia Mundial dos Pobres

 

Leituras: Ml 3,19-20a; Sl 97(98),5-6.7-8.9a.9bc (R. cf. 9); 2Ts 3,7-12; Lc 21,28; Lc 21,5-19

 

⇒ HOMILIA ⇐

 

Nossa Fé e Esperança se Sustentam na Palavra de Deus e na Eucaristia

Lc 21,5-19

 

Meus irmãos e minhas irmãs, chegamos no 33º Domingo do Tempo Comum, o penúltimo Domingo do Ano C e o segundo Domingo de novembro, mês em que, tradicionalmente, dedicamos orações em sufrágio das almas do purgatório. Também oremos pelas intenções do Santo Padre, o Papa Francisco, que, neste mês, roga pelas crianças que sofrem.

O 33º Domingo do Tempo Comum nos motiva a contemplar Nosso Senhor Jesus Cristo orientando-nos e tornando-nos discípulos conscientes sobre as consequências da missão. E o Evangelho desta Liturgia está em Lc 21,5-19.

Em nosso tempo, muitas são as realidades de ameaças aos que creem e muitas são as vidas oferecidas para que o Reino de Deus seja anunciado. Assim, não devemos imaginar a missão e a experiência cristã como algo tranquilo e acomodado, vivenciada na zona de conforto das nossas vidas. O Senhor nos alertou sobre o que aconteceria aos que seguissem o Seu caminho, porém podemos ter certeza que Ele também não nos decepciona quando nos promete a vida nova e eterna na Sua glória.

O Senhor Jesus se dirige aos que o acompanham, seus discípulos, e diz: “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído” (Lc 21,9). Ele se refere ao templo material, que é perecível, fala sobre os sinais, os combates e os falsos mensageiros que aparecerão para pregar outras doutrinas.

Os que seguem o Senhor e anunciam a sua Palavra serão agraciados com sua proteção e, portanto, não deverão temer o julgamento porque Ele o fará com justiça como nos fala o salmista: “O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.” [cf. Sl 97(98),9]. No entanto, o seu julgamento será temido pelos que não a abraçam.

Muitos se deixam enganar, exatamente, porque ouvem mais o que falam de Jesus do que fala o próprio Senhor Jesus. Mas há, ainda, um outro tipo de ouvinte: os que não estão conscientes do caminho que o Senhor da vida verdadeira nos apresenta.

Por isso é importante escutar a Palavra e ruminá-la constantemente, além de exercitar a paciência e a perseverança, dimensões desprezadas em tempo de redes sociais em que tudo é instantâneo. No entanto, a paciência e a perseverança são fundamentais para que possamos construir um alicerce mais consistente e firme na fé, na esperança e na caridade (cf. Lc 21,19).

Quando abraçamos o seguimento do Senhor Jesus, não devemos temer perseguições e provações (externas ou não). Às vezes, situações simples e até naturais da vida nos afetam porque não temos bem claro o caminho que fazemos e não desenvolvemos a confiança em Deus, que é um Pai atento às necessidades de seus filhos e dará o que é bom aos que pedirem (cf. Mt 7,11) e dará também o Espírito Santo (cf. Lc 11,13). Por isso, devemos nos alimentar sempre da Palavra e da Eucaristia, pois é presença e força de Cristo ressuscitado para nós.

Como discípulos e missionários de Cristo precisamos confiar no Seu caminho, sermos caminheiros incansáveis e corajosos diante dos combates que se apresentam. Como nos falou o próprio Jesus: “E eles matarão alguns de vós. Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!” (Lc 21,16b.18-19). Confiar nessa promessa nos fortalece enquanto discípulos, missionários e profetas.

Ao anunciarmos as verdades do Evangelho as perseguições e as provações, de uma forma ou de outra, acontecerão. Por isso, devemos ter a certeza de que ser cristão é estar a serviço do Senhor do Universo, que nos apresenta e nos assegura a vida verdadeira na Sua glória. E isso, por si, é bom e gratificante.

Caminhemos firmes e fortes, irmãos e irmãs, como verdadeiros discípulos, sem ociosidade e sem comodismos como nos alerta São Paulo na Segunda Leitura. Diz o Apóstolo: “Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada.” (2Ts 3,11). O discípulo está sempre a serviço do Reino, sem descuidar de também trabalhar para o sustento e manutenção dos seus.

Que neste penúltimo Domingo do Ano C, e o VI Dia Mundial dos Pobres, possamos fazer uma avaliação da nossa caminhada com o Senhor, relacionado ao nosso discipulado, exercido na comunidade em que estamos inseridos; à nossa experiência na Palavra, que nos orientou e nos orienta; à participação na Eucaristia, que nos fortalece na busca da santidade e no nosso convívio com os irmãos e as irmãs. Podemos, ainda, avaliar o nosso anúncio: será que fomos anunciadores do Reino no nosso trabalho, no convívio social e nos nossos contatos gratuitos com as pessoas nas diversas dimensões sociais em que estamos inseridos? Rezemos sobre estes questionamentos e vejamos aonde chegamos. Isto sim sendo gratos a Deus por tudo. Amém.

 

*   *   *

 

⇒ POESIA ⇐

Vivos e Fortes em Cristo

 

Somos fortes e vencedores,
Quando alimentados pela certeza,
De que em Cristo temos a fortaleza,
Para continuar sem medo de desistir,
Mantendo a fé no caminho a seguir,
Como fiéis de Cristo ao redor da mesa.
*
Acreditar na vida como um presente,
É nosso destino, é a eternidade,
Continuamos vivendo a gratuidade,
Que depende de nós para chegar,
Basta uma qualidade de fé cultivar,
E abraçar o espírito de fraternidade.
*
É preciso o alimento forte receber,
Para não desmoronar em frente ao tentador,
Pois com o Ressuscitado não há temor,
Porque Ele, a vida nova veio nos dar,
E o seu Reino eterno, nos presentear,
Para todos os que querem o Seu amor.
*
Somos fortes também na comunidade,
Quando unidos vivemos a unidade,
Ouvindo a Palavra na fraternidade,
Como o povo de Deus a se encontrar,
Para neste encontro junto comungar,
E vivermos o sonho da eternidade.
*
Que ao redor da mesa do Senhor,
Possamos proclamar com convicção,
Quando do Corpo que era Pão,
Anunciar que a morte foi vencida,
E que acreditamos na nova vida,
Que recebemos por graça e doação.
*
Animando os nossos corações,
E confirmando a nossa boa ação,
Ficando cada vez mais em oração,
Para que a Palavra seja anunciada,
E que seja sempre confirmada
Que a vida de Cristo, em nós, é redenção.

 

*   *   *

Obra: “The Disciples Admire the Buildings of the Temple”, por J. Tissot (1836-1902). In brooklynmuseum.org.

 

⇒ Que a Palavra e a Luz de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos motiva e nos orienta, tornando-nos discípulos conscientes sobre as consequências da missão, ilumine o seu caminho! 

 

 

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