I DOMINGO DO ADVENTO – ANO C, SÃO LUCAS

 

Leituras: Jr 33,14-16; Sl 24(25); 1Ts 3,12-4,2; Lc 21,25-28.34-36

 

POESIA

A ALEGRE ESPERA DO SENHOR

 

Caminhamos esperando o Senhor,
Na verdade, já caminhamos com ele,
No encontro com sua Palavra,
No alimento do seu corpo,
E no saciar da sede da alma.

Caminhamos esperando o Senhor,
Com cuidado nas nossas ações,
Com a alegria em vez do medo,
Com o olhar atento à vida,
Marcados pela esperança.

Caminhamos esperando o Senhor,
Atentos aos irmãos que tropeçam,
Também, levantando das nossas quedas,
Mas querendo caminhar de novo,
De mãos dadas na missão.

Caminhamos esperando o Senhor,
Vivendo a oração perseverante,
Num olhar além do nosso chão,
Na estrada de todos os discípulos,
Para está de pé diante Dele.

 

HOMILIA

O Advento chegou! Esperemos alegres o Senhor que vem!

 

O Evangelho deste primeiro domingo do Advento nos apresenta Jesus em Jerusalém falando para os discípulos sobre a sua segunda vinda. Haverá vários sinais nos astros e “os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas.” (Lc 21,26). Esta realidade apresentada por Lucas precede a libertação daqueles que buscam em Deus a salvação.

Jesus alerta: “ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem.” (Lc 21,36).

Para os judeus esta previsão apresentada por Jesus é aterrorizadora, pois para eles o fim do mundo significava a destruição de Jerusalém. Portanto este fim que Jesus anuncia naquele tempo significa o final do antigo povo e o início de um novo povo, um novo tempo para as nações. Este novo tempo está anunciado na primeira leitura, no profeta Jeremias, o qual anuncia a realização da promessa da salvação: “Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém terá uma população confiante; este é o nome que servirá para designá-la: ‘O Senhor é a nossa Justiça’.” (Jr 33,16).

Na segunda Leitura, São Paulo fala aos Tessalonicenses: “Que assim ele confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.” (1Ts 3,13).

O tempo do Advento é o momento litúrgico adequado para a nossa reflexão como cristãos discípulos missionários do Senhor, numa atitude não de medo, mas de alegre espera, porém vigilantes. Por isso precisamos tomar cuidado com nossas ações na vida cotidiana. Tomar cuidado com a nossa evangelização que às vezes é falha, é raquítica e marcada por preconceitos em relação aos homens e mulheres que não estão no nosso caminho cristão. Cuidado também com a nossa postura de zona de conforto a qual se traduz no “tudo está muito bem”, temos Igreja cheias aos domingos, um número considerável de catequistas, alguns grupos jovens e outros argumentos a mais… e lá fora como está? É nosso dever saber? Precisamos ir aos que foram batizados e não vieram mais à Igreja?

Precisamos ficar atentos ao anúncio do Evangelho, para que seja transmitido na esperança, na justiça e na fraternidade. A violência que vemos todos os dias nos meios de comunicação é consequência da ausência de Deus, pois é o seu amor que faz nascer a Paz. É ausência da Palavra proclamada e rezada em família e a falta de missionários nos lares levando a proposta do reino de Deus.

Enfim, precisamos orar a todo momento (cf. Lc 21,36), pois a oração nos alimenta e nos torna conscientes do que Deus planeja para cada um de nós. É orando na Missa, na Liturgia das Horas ou no Ofício Divino, com a leitura da Bíblia em família, com o Santo Rosário e outra modalidade de oração que nos converte e nos mantém no caminho de santidade.

São estas atitudes que nos prepararão para acolhermos Jesus Menino, que veio morar conosco, sentir nossas dores, nossas fragilidades, mas também nossas alegrias e vitórias. É vivendo a oração constante e ficando vigilantes que iremos caminhando para uma fé mais madura e vamos nos tornando discípulos fiéis do Senhor.

Peçamos a benção de Deus neste Advento para que tenhamos perseverança na caminhada cristã, na santidade e no esforço de estarmos preparados para quando o Senhor vier.

 

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