IV Domingo do Tempo do Advento, Ano C, São Lucas

 

Leituras: Mq 5,1-4a; Sl 80(79); Hb 10,5-10; Lc 1,39-45

 

 

⇒ HOMILIA ⇐

Maria: Exemplo de Caminheira, de Silêncio e de Espera

Lc 1,39-45

 

Meus irmãos e irmãs, a Liturgia do IV e último Domingo do Advento nos motiva a contemplar a Virgem Maria, a Mãe do Senhor, enquanto exemplo de peregrina e de espera ativa. E o Evangelho desta Liturgia está em Lc 1,39-45, passagem que está localizada na primeira parte do Evangelho segundo São Lucas intitulada “Nascimento e vida oculta de João Batista e de Jesus”.

Nesta Liturgia, Jesus, como fruto bendito, está no ventre da Virgem Maria (cf. Lc 1,42). E o evangelista Lucas nos apresenta duas mães e dois bebês fazendo uma ligação da Antiga com a Nova Aliança e com realidades cuja a esperança só faz sentido com a certeza do Anjo ao dizer que: “Para Deus, com efeito, nada é impossível.” (Lc 1,37).

É o caso da gravidez dessas duas mulheres: uma idosa e outra jovem, virgem. O ventre de Isabel guarda aquele que preparou os caminhos do Senhor, os caminhos de Jesus. Em Maria, sacrário santo e vivo!, Deus se encarna para recriar o homem à sua imagem e semelhança.

Depois, a Escolhida partiu, apressadamente, para visitar Isabel. No entanto, mais que uma visita, foi um ato missionário de quem está disponível a Deus, no silêncio e na escuta. Por isso, de uma forma ousada, podemos dizer que Maria é a poetisa de Deus, a mulher do alegra-te, pois o seu “sim” parte de uma íntima relação com o anúncio dos profetas. Não é fantasia de uma jovem, mas a consciência de que Deus, como declama no Magnificat, derruba os poderosos e exalta os humildes.

Quanto a Isabel, ela pode representar todas as mães e crianças que necessitam do cuidado de Deus para com os pobres. Já os pobres, como Isabel, são chamados a acolher a mãe de Deus e o Salvador em suas vidas.

A primeira leitura desta Liturgia nos recorda que o local do nascimento de Nosso Senhor seria em Belém. Diz a profecia de Miquéias: “E tu, Belém de Éfrata , pequena entre os clãs de Judá, de ti sairá para mim aquele que governará Israel.” (Mq 5,1). Já a segunda leitura, da Carta aos Hebreus, nos apresenta a ação, a missão e a identidade de Cristo, que veio para fazer a vontade do Pai. Diz o autor da Carta aos Hebreus: “E graças a esta vontade é que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas.” (Hb 10,10).

A Liturgia de hoje, portanto, nos apresenta o exemplo de Maria, obediente ao chamado de Deus para colaborar com o Seu Plano de Salvação, mesmo que muitas situações não estejam tão claras. Entretanto, quando estamos cheios da Graça de Deus e de sua Palavra, nossa boca proclama naturalmente as maravilhas d’Ele, nossas ações são pautadas no amor e nossa vida é testemunho que quase sempre dispensam as palavras.

Chegando na metade do ciclo do Natal, que terminará no Batismo do Senhor, queremos recordar um fato da vida de Santa Teresinha, com quase 14 anos, e que marcou o início do terceiro período de sua vida, “o mais cheio de graças do Céu”, como disse a Florzinha de Lisieux.

Na noite do Natal de 1886(1), depois da Missa da meia-noite, estava ansiosa pelos presentes nos sapatos na lareira e ouviu, desavisadamente, de seu pai, que estava fatigado depois da Missa, um desabafo de que aquele seria o último ano das botas encantadas. Apesar de magoada e como que por um milagre, Teresinha terminou a noite alegre e aos pés de seu querido Rei, o seu pai, São Luís Martin (1823-1894) .

Peçamos, por fim, a intercessão de Nossa Senhora da Visitação, cultuada no dia 31 de maio, para que possamos receber o Espírito Santo, Espírito da caridade presente na viagem de Nazaré à casa de Isabel e fundamental para uma vida de oração e da caridade. Amém..

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(1) Esse episódio da vida de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face está no livro História de uma Alma” (Manuscrito A, 45 r-v).

 

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⇒ POESIA ⇐

Mãe do Silêncio e da Escuta


No silêncio e na escuta do mensageiro,
Mas também questionando,
Entrega-se ao Senhor que forte lhe chama,
Coloca-se a disposição porquê muito ama,
Mãe de Deus e da humanidade,
Para Deus é toda gratuidade,
Como poetisa um poema exclama.
*
Apressada parte caminhando,
Nos caminhos longos das tantas montanhas,
Para viver a missão em caridade,
Sentindo o chamado em simplicidade.
Leva consigo o Deus criança,
Parte sem medo e com muita esperança,
Para servir com humildade.
*
Traz ao mundo o Verbo encarnado,
Na sua vida de exigente e de peregrina,
Carrega no colo com muita coragem,
Levando a sério a divina mensagem,
Por que será a mãe do Rei de amor,
Colaborando no Plano Salvador ,
Deus virá em carne, além da imagem.
*
Denuncia os tantos erros do mundo
Com o canto alegre de profecia,
Vê os poderes que machucam os humanos,
Percebe as riquezas do mundo como engano,
Quando são usados para oprimir,
Somente Deus poder corrigir,
A deficiência dos homens e os seus planos.
*
E nesta missão divina que recebeu,
É cheia de Graça em abundância,
Repleta da Palavra do Senhor,
Cantora dos pobres em sua dor,
Está consciente de sua missão,
Vive ativa e sem omissão,
É Mãe dos Apóstolos com pleno amor.

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Referência da (i) imagem principal: J. Tissot (1836-1902), In brooklynmuseum.org – “The Visitation” ; (ii) imagem da Coroa do Advento: In favpng.com/png_view/church-flags-clip-art-advent-wreath-advent-candle-png/GhCt00wb e (iii) Imagem das rosas: In <gratispng.com/png-uj22en>.


Que a Palavra e a Luz de Jesus Cristo, que nos motiva a contemplar a Virgem enquanto exemplo de peregrina e de espera ativa, ilumine o seu caminho!

 

 

III Domingo do Tempo do Advento, Ano C, São Lucas

⇒ Domingo Gaudete

 

Leituras: Sf 3,14-18a; Sl Is 12,1-6; Fl 4,4-7; Lc 3,10-18

 

 

⇒ HOMILIA ⇐

A Alegria e a Espera Compromissada do Discípulo

Lc 3,10-18

 

Meus irmãos e irmãs, a Liturgia do III Domingo do Advento, o Domingo da Alegria, nos motiva a manter a contemplação no convite à conversão, agora com o compromisso de discípulo. E o Evangelho desta Liturgia está em Lc 3,10-18, ainda no contexto da passagem intitulada “Preparação do ministério de Jesus”.

Nesta Liturgia, Jesus continua oculto, mas agora na profecia do próprio João Batista (cf. Lc 3,16-17) e o santo Precursor dirige sua pregação ao povo incorporando também os publicanos e os soldados romanos, pois os escritos de São Lucas, discípulo de São Paulo, apresentam a salvação a toda a humanidade. Como resposta, o povo pergunta o que fazer para estar preparado para a chegada do Senhor.

Para a multidão, o Precursor, João Batista, aconselha que se repartam as vestes (os bens) e o alimento com os que não têm. Aos cobradores de impostos, João responde que sejam responsáveis e justos nas cobranças. E aos soldados, que não tomem dinheiro de ninguém e que não sejam injustos nas acusações (cf. Lc 3,11-15).

Toda a pregação do Batista é para que as pessoas se convertam e estejam preparadas para a vinda do Senhor. João se apresenta humildemente a ponto de se considerar como um escravo. E diz: “Não sou digno de desatar a correia das sandálias.” (Lc 3,16) Depois faz uma comparação do seu batismo com o de Cristo: “Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (Lc 3,16). É preciso estar preparado, pois o Senhor virá para que a Reino de Deus aconteça.

O que podemos refletir deste texto de Lucas? As orientações de João Batista nos apontam gestos concretos como virtudes para a verdadeira conversão. Depois, essa pregação está voltada para a dimensão social no olhar para os necessitados, pois para a verdadeira alegria acontecer é importante que haja a partilha, a lealdade e a justiça, que os impostos sejam cobrados na justa medida e que as forças do governo não sejam nem opressoras e nem repressoras, mas que tragam segurança ao povo.

Podemos pensar neste momento: o que nos dá alegria como discípulos e missionários de Cristo? E quais são os mecanismos e as instâncias que retiram do povo a verdadeira alegria? Que motivos de alegria celebramos neste Domingo?

O verdadeiro discípulo é firme e forte frente aos desafios pessoais e comunitários. Por isso, diante da missão de semear a sua Palavra e o amor de Deus ele poderá carregar no coração a profecia de Sofonias: “Alegra-te e exulta de todo coração.” (Sf 3,14). É sendo um simples instrumento de Deus, que a pregação do missionário alumia o mundo com a luz do Senhor.

Temos muitos motivos de alegria para celebrar: pelas tantas pessoas que partilham dos seus bens para ajudar os pobres, os necessitados e as inúmeras ações sociais e religiosas, que semeiam a esperança e a dignidade humana.

Também neste Domingo temos mais um elemento que a aproxima o Advento da Quaresma. Trata-se da cor rosa [ou róseo(1)], presente no penúltimo Domingo de cada tempo. No Advento é o Gaudete, que no latim significa “Alegrai-vos”, e na Quaresma é Lætare, significando “Alegra-te”.

E lembrando que ao próximo dia 14 nós celebramos a Memória de São João da Cruz (1542-1591), Doutor da Igreja – o Doutor Místico, que, junto com Santa Teresa d’Ávila, a Grande, foi um dos pioneiros da reforma do Carmelo. Além de sua obra, São João da Cruz foi uma das principais referências de Santa Teresinha do Menino Jesus, considerada como “filha e discípula de São João da Cruz”, que nos proporcionou o discipulado da Pequena Via para uma época de muitos barulhos.

Por fim, peçamos a Nossa Senhora de Guadalupe, “Mãe das Américas”(2) e cultuada neste dia 12 de dezembro, que ela rogue por nós para que possamos receber o Espírito Santo, Espírito da alegria presente no reencontro do Pai com o Filho Pródigo e necessário para vivenciarmos a sobriedade do Advento com júbilo. Amém.Amém.

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(1) O termo “róseo” é muito significativo no contexto litúrgico, pois além de indicar a própria cor, também indica algo que exala perfume análogo ao de rosa. No entanto, na Instrução Geral do Missal Romano (cf. 346) consta somente o termo “rosa”.
(2) Cf. Oração do Santo Padre à Nossa Senhora de Guadalupe, por ocasião da Viagem Apostólica do Papa São João Paulo II à República Dominicana, México e Bahamas, em 25 de janeiro de 1979. Foi a primeira Viagem Apostólica do Papa. Disponível em: <https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/speeches/1979/january/documents/hf_jp-ii_spe_19790125_preghiera-guadalupe.html>. Acesso em: 10 dez. 2021.

 

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⇒ POESIA ⇐

A Verdadeira Alegria


A alegria verdadeira,
É a que vem do Senhor,
Nos tropeços e na dor.
Mesmo na enfermidade,
E na fragilidade,
Dos que buscam o amor.
*
A alegria verdadeira,
Brota da caridade,
Das ações de bondade,
Marcadas pelo servir,
Dos que querem construir,
A santa fraternidade.
*
A alegria da espera,
Que traz a esperança,
Que propõe as mudanças,
Nos gestos concretos,
Muitas vezes discretos,
Mas na confiança.
*
A alegria dos profetas,
Que anunciam o mundo novo,
Junto ao seu querido povo,
A justiça esperada,
Sempre muito sonhada,
Que voltará de novo.
*
A alegria dos cristãos,
Continuando o caminhar,
Sempre a anunciar,
Com grande esperança,
E com fé e confiança:
No Reino que vai chegar.

*   *   *

 

Referência da (i) imagem principal: J. Tissot (1836-1902), In brooklynmuseum.org – “Saint John the Baptist and the Pharisees” ; (ii) imagem da Coroa do Advento: In favpng.com/png_view/church-candles-advent-wreath-clip-art-png/t2ezFbBk e (iii) Imagem das rosas: In <gratispng.com/png-uj22en>.


Que a Palavra e a Luz de Jesus Cristo, que nos motiva a contemplar o convite à conversão em tempo de espera ativa pela pregação do santo Precursor, ilumine o seu caminho!

 

 

II Domingo do Tempo do Advento, Ano C, São Lucas

⇒ Último Domingo do Ano de São José (2020/2021) ⇐

 

Leituras: Br 5,1-9; Sl 126(125); Fl 1,4-6.8-11; Lc 3,1-6

 

 

⇒ HOMILIA ⇐

Convite à Conversão em Tempo de Espera

Lc 3,1-6

 

Meus irmãos e irmãs, a Liturgia do II Domingo do Advento, o último Domingo do Ano de São José, nos motiva a contemplar o convite à conversão em tempo de espera ativa. E o Evangelho desta Liturgia está em Lc 3,1-6, passagem que está localizada na segunda parte do Evangelho segundo São Lucas, intitulada “Preparação do ministério de Jesus”.

Nesta Liturgia, Jesus está oculto no cumprimento da profecia de Isaías sobre o anúncio da libertação (cf. 40,3-5), que os evangelistas (cf. Mt 3,3; Mc 1,3; Lc 3,4-6; Jo 1,23) indicam ser João Batista a voz que preparará os caminhos do Senhor (cf. Lc 3,4). O Evangelho ainda nos situa no tempo histórico: “No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia…” (Lc 3,1) que “a palavra de Deus foi dirigida a João, filho de Zacarias, no deserto” (Lc 3,2), mostrando, assim, que a ação de Deus se dá na história dos homens. Lembremos que o evangelista Lucas apresenta a salvação a toda humanidade, derrubando as barreiras culturais que impediam o acesso à Palavra de Deus.

Entretanto, a profecia da libertação por meio da imagem do terreno aplainado está presente tanto na primeira leitura desta Liturgia, com Baruc, quanto no Evangelho segundo Lucas (cf. 3,4-6), em que ele resgata, como os demais evangelistas, o profeta Isaías. Em Baruc o terreno será aplainado para o Povo de Deus e em Isaías é para o Senhor. Já na segunda leitura, tirada na Carta aos Filipenses e ainda no contexto da segunda vinda de Cristo, São Paulo nos exorta que é pelo crescimento do conhecimento e da experiência que ficaremos puros e sem defeito para o dia de Cristo (cf. Fl 1,10).

Outra imagem presente no Evangelho desta Liturgia é a do deserto. Na Bíblia, deserto não é, necessariamente, uma região árida. Antes, é o lugar propício para o encontro com Deus, pois foi lá que Deus cuidou e guiou o povo por quarenta anos conduzindo-os até a terra que mana leite e mel (cf. Dt 6,3). Portanto, o deserto, a cor roxa, o convite à conversão e o recolhimento são elementos que aproximam o Tempo do Advento, que nos conduz para a Encarnação (Seu nascimento na noite do Natal em Belém) e o Tempo da Quaresma, que nos encaminha para a glorificação de Cristo na Cruz.

Esta Liturgia, portanto, nos motiva a estarmos preparados para a vinda do Senhor, numa atitude de conversão que reflita o Reino anunciado por João Batista e concretizado por Jesus de Nazaré. Por isso, faz-se necessário uma mudança de vida que supere a corrida comercial do natal e do ano novo e, sobretudo, incluindo um planejamento pessoal, pastoral e espiritual, de modo que cada um tenha seus projetos de uma vida renovada pela esperança neste Natal.

A Liturgia deste Domingo, como sendo a voz do “nosso” João Batista, nos pede a conversão exigente do coração, com novas atitudes, seja em nossa casa, no grupo pastoral e na sociedade, para que os caminhos da Evangelização sejam endireitados e o Verbo encarnado seja acolhido, para que haja justiça, paz e fraternidade neste mundo de tantos caminhos tortos.

Neste ano, a Campanha para a Evangelização, que percorre todo o Tempo do Advento e tem como tema “ide, sem medo, para servir”, terá sua coleta nos dias 11 e 12 de dezembro e, por isso, vamos rezar para que esta coleta possa dar conta dos diversos projetos missionários espalhados pelo Brasil, além de contribuir para a manutenção da CNBB.

Por fim, peçamos a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cultuada no dia 8 de dezembro, que ela rogue por nós para que estejamos prontos para receber o Espírito Santo, Espírito do santo temor necessário para uma conversão como pregada por João Batista. Amém.

 

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⇒ POESIA ⇐

Preparemos o Caminho do Senhor


Vivemos a intensidade
De uma espera em harmonia,
Confiantes e sem medo,
João Batista anuncia,
Só precisa conversão,
Viver a contemplação
Do Menino em alegria.
*
Percebemos neste mundo
tantos caminhos entortados,
Tanta tristeza, violência,
muitos irmãos massacrados.
É a ausência do amor,
Falta acolher o Senhor,
Pro mundo ser transformado.
*
Os profetas anunciaram
Para o mundo a redenção,
Para o povo alertaram
Que é preciso conversão.
Pra justiça acontecer,
Todos devem se rever,
Não existe enganação.
*
O sonho se realiza
Quando temos esperança,
Quando nosso caminhar,
Permanece em aliança.
Caminhos endireitados,
Altos montes abaixados,
E em Deus a confiança.
*
E então a nossa espera,
Deve ser na oração,
Na leitura da Palavra
E no alimento do Pão.
O amor ao Deus da vida,
Uma fé bem definida,
Para ver a salvação.

*   *   *

 

Referência da (i) imagem principal: J. Tissot (1836-1902), In brooklynmuseum.org – “The Voice in the Desert” e (ii) imagem da Coroa do Advento: In favpng.com/png_view/church-candles-advent-wreath-clip-art-png/t2ezFbBk.

 

Que a Palavra e a Luz de Jesus Cristo, que nos motiva a contemplar o convite à conversão em tempo de espera ativa pela pregação de João Batista, ilumine o seu caminho!

 

 

I Domingo do Tempo do Advento, Ano C, São Lucas

⇒ Ano de São José (2020/2021) ⇐

 

Leituras: Jr 33,14-16; Sl 25(24); 1Ts 3,12-4,2; Lc 21,25-28.34-36

 

 

⇒ HOMILIA ⇐

O Advento Chegou! Esperemos Alegres o Senhor que Vem!

Lc 21,25-28.34-36

 

Meus irmãos e irmãs, a Liturgia do I Domingo do Advento do Ano C, neste Ano de São José, nos motiva a contemplar a chegada desse Tempo com os temas da Encarnação do Verbo de Deus no seio da Virgem Maria e a expectativa da segunda vinda de Cristo. E o Evangelho desta Liturgia está em Lc 21,25-28.34-36, passagem que está localizada na quinta parte do Evangelho segundo São Lucas, intitulada “O ministério de Jesus em Jerusalém”.

Nesta Liturgia Jesus está no Templo ensinando aos Seus discípulos. Essa ação ocorre nos dias posteriores à entrada messiânica e os eventos de Sua paixão, quando passa o dia ensinando no Templo e as noites, ao relento, no monte das Oliveiras.

O evangelista Lucas apresenta uma perspectiva de libertação dos que buscam em Deus a salvação. Por isso, Jesus alerta: “ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem.” (Lc 21,36). Para os judeus, o fim do mundo significava a destruição de Jerusalém. No entanto, o que Jesus anuncia é o início do tempo do novo Povo de Deus, que inclui todas as nações.

Esse novo tempo de salvação está anunciado na primeira leitura desta Liturgia. Diz o profeta Jeremias: “Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém terá uma população confiante; este é o nome que servirá para designá-la: ‘O Senhor é a nossa Justiça’.” (Jr 33,16). Já a segunda leitura desta Liturgia, São Paulo, dirigindo-se aos tessalonicenses, confirma a promessa da vinda gloriosa de Cristo, quando expressa “que assim ele confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.” (1Ts 3,13).

A Liturgia de hoje, portanto, nos motiva a ficar atentos quanto ao anúncio do Evangelho, de modo que seja transmitido na esperança e na fraternidade. A violência que vemos todos os dias através dos meios de comunicação é consequência da ausência do Deus amor e também da ausência da Palavra proclamada e rezada em família, experiência essa que deve ser alimentada pela participação na Missa, nos círculos bíblicos, com o Santo Rosário ou outra modalidade que provoque a conversão e a firmeza na caminhada.

São estas atitudes que nos prepararão para acolhermos Jesus Menino, que veio morar conosco e sentir nossas dores, mas também nossas alegrias e vitórias. O Advento é propício para termos atitude de cautela, de alegre espera, porém vigilantes. Por isso precisamos tomar cuidado em nossa vida cotidiana, na evangelização, que às vezes é falha, raquítica e marcada por preconceitos.

Também devemos ter cuidado com a “nossa” zona de conforto traduzida no “está tudo bem” dos limites das missas dominicais, dos serviços e pastorais…, mas e lá fora como está? É nosso dever saber? Precisamos ir aos que foram batizados e não vieram mais à Igreja? O Advento, como primeira etapa do ciclo do Natal que é finalizado no Batismo do Senhor, também tem a função de nos conduzir para a noite de Natal, quando seremos testemunhas junto com os anjos e os pastores.

E neste Domingo, em que a Igreja, universalmente, está voltada para o início de mais um Ano Litúrgico, a ser iluminado pelo evangelista Lucas, queremos motivar a caminhada no itinerário da Novena de Natal. Em 2021, a Novena, ofertada pela CNBB, tem como guia a Encíclica Fratelli Tutti(1), sobre a fraternidade e a amizade social, assinada pelo Papa Francisco no dia de São Francisco de Assis em 2020, sobre o túmulo do Santo de Assis.

Peçamos a Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, cultuada no dia 27 de novembro, que ela rogue por nós para que sejamos merecedores do Espírito Santo, Espírito da Paz, e preparados para acolher o Menino Deus. Amém.

 

*   *   *
(1) Cf. Carta Encíclica Fratelli Tutti. Disponível em: <https://www.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html>. Publicado em: 3 out. 2020. Acesso em: 26 nov. 2021.

 

*   *   *

 

⇒ POESIA ⇐

A Nossa Alegre Espera

Caminhamos esperando o Senhor,
Na verdade, já caminhamos com Ele,
No encontro com a sua Palavra,
No alimento do Seu Corpo,
E no saciar da sede da alma.
*
Caminhamos esperando o Senhor,
Com cuidado nas nossas ações,
Com a alegria em vez do medo,
Com o olhar atento à vida,
Marcados pela esperança.
*
Caminhamos esperando o Senhor,
Atentos aos irmãos que tropeçam,
Também, levantando das nossas quedas,
Mas querendo caminhar de novo,
De mãos dadas na missão.
*
Caminhamos esperando o Senhor,
Vivendo a oração perseverante,
Num olhar além do nosso chão,
Na estrada de todos os discípulos,
Para estar de pé diante d’Ele.

*   *   *

 

 

Que a Palavra e a Luz de Jesus Cristo, que nos motiva a estar preparados para a Sua vinda, ilumine o seu caminho!

 

 

IV Domingo do Tempo do Advento, Ano B, São Marcos

 

Leituras: 2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16; Sl 89(88); Rm 16,25-27; Lc 1,26-38

 

 

⇒ HOMILIA ⇐

Corações Abertos para o Cristo que Vem

Lc 1,26-38

 

Meus irmãos e irmãs, o mistério pascal da Liturgia do IV Domingo do Advento nos motiva, a exemplo da Virgem, a dizer um sim em atitude de entrega. E o Evangelho desta Liturgia está em Lc 1,26-38.

Já envolvidos pelo clima natalino, e a exemplo da Virgem, somos convidados a escutar Deus que nos traz a sua mensagem de esperança e de alegria e nos anuncia a chegada daquele que nos trará a Salvação.

E o Evangelho desta Liturgia, nós vemos que Deus envia um mensageiro à Virgem e as primeiras palavras do Anjo são: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28). Como deve ter ficado o coração de Maria?

Deus quer realizar suas promessas através da resposta de uma mulher virgem e já noiva de um homem justo chamado José, que também nos ensina sobre o silêncio, a obediência e a escuta.

Quantas mulheres esperavam esta dádiva, este presente, que Deus podia oferecer à descendência de Davi? “Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus” (Lc 1,30), disse o Anjo. Diante da mensagem de Deus não poderá haver medo, somente a meditação, a escuta e entrega à voz do Anjo que explica como tudo irá acontecer. Mesmo diante da escuta atenta e do silêncio sereno, Maria questiona, não com rebeldia, mas no sentido de dialogar sobre aquela novidade divina em sua vida: “Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum?” (Lc 1,34).

Disse o Anjo: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus.” (Lc 1,35). Neste momento a Virgem completa o seu entendimento sobre o plano que Deus está lhe propondo: oferecer o seu ventre para que Deus possa operar as maravilhas da salvação em favor da humanidade através da sua encarnação. “Eis a serva do Senhor” (Lc 1,38) é a grande resposta de amor e de obediência. E “faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,38) é a entrega total para que Deus realize a sua obra salvífica não somente para a pessoa de Maria, mas para toda a humanidade que esperava a chegada do Messias.

Jesus nasce longe dos palácios! Nasce em Belém, entre os pobres e os animais. Isso nos diz que a sua Palavra tem que habitar fora dos poderes humanos. E o Evangelho deve ir aos que precisam de amor, paz e dignidade e combater as várias formas de violência e morte impostas aos pobres. A Boa-Nova de Deus deve nascer e reinar para que a vida e a alegria aconteçam no coração dos homens.

Que o Espírito Santo nos cubra com sua sombra para nos proteger, nos iluminar com seus dons para que façamos a vontade de Deus. E que neste Natal do Senhor possamos viver mais intensamente a oração e a escuta da Palavra num clima de alegria e de fraternidade onde o amor seja cada vez mais forte entre os nossos irmãos e irmãs que se preparam para celebrar o divino encontro de Deus com todos os homens.

 

 

***

 

⇒ POESIA ⇐

Escuta e Obediência

 

Na simplicidade no meio dos homens,
Deus vem ao mundo para nos salvar,
Mostrar seu rosto igual ao nosso,
Porque conosco quer caminhar,
Traz alegria e claridade,
Justiça e paz à humanidade,
No nosso meio vem habitar.

O mensageiro visita uma Virgem,
Traz um recado do criador
Traz a alegria que vem do alto,
Do Deus da vida e de imenso amor,
Uma mensagem que tira o medo,
E revelando divino segredo,
Pois a nós virá o Salvador.

E o Santo Espírito fará a obra,
Com sua sombra vai proteger,
Não faltará proteção e graça,
Pois o Santo Menino irá nascer,
Filho de Deus será chamado,
Verbo divino no mundo encarnado,
Para um novo Reino acontecer.

A Virgem Santa se entregará,
Dizendo sim ao Deus da vida,
Na obediência da santa Palavra,
Na escuta atenta e refletida,
Sim à proposta e ao chamado,
Do Deus que ama e é amado,
E quer a humanidade toda redimida.

E neste mundo que agora estamos,
Somos a Igreja engravidada,
Da justiça e da esperança,
Para que a vida seja respeitada,
Para que as crianças recém-nascidas,
Sejam amadas e acolhidas,
E no amor de Deus encaminhadas.

E nas luzes que brilham em tantos lugares,
Possa lembrar nosso Deus de amor,
E entre os homens a fraternidade,
Que vem do alto com esplendor,
E os cristãos tochas brilhantes,
E qualquer lugar e a todo instante,
Sendo presença do Salvador.

 

***

 

 

*** Que a Alegria e a Luz da Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, que, como seu exemplo, nos motiva a dizer um sim em atitude de entrega ensina a viver a certeza alegre da encarnação de Deus, ilumine o seu caminho! ***

 

III Domingo do Tempo do Advento (Gaudete), Ano B, São Marcos

 

Leituras: Is 61,1-2a.10-11; Sl Lc 1,46ss; 1Ts 5,16-24; Jo 1,6-8.19-28

 

⇒ HOMILIA ⇐

A Alegria no Senhor é para Sempre

Jo 1,6-8.19-28

 

Meus irmãos e irmãs, o mistério pascal da Liturgia do III Domingo do Advento (Domingo da Alegria) nos motiva a viver a alegria da certeza da encarnação do Verbo. E o Evangelho desta Liturgia está em Jo 1,6-8.19-28.

E a alegria que a Igreja nos fala está além das sensações e dos propósitos humanos, como nos descreve Isaías: “Exulto de alegria no Senhor e minh’alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça” (Is 61,10). Também João Batista expressa a expectativa de alegria para o povo: Aquele que virá é maior, pois é o Ungido que o profeta Isaías nos falou na primeira leitura. A alegria que o Messias irá trazer “é a boa nova aos pobres, é a cura aos quebrantados de coração e a proclamação da liberdade aos cativos… o tempo da graça do Senhor” (Is 61,1-2).

De Deus vem a nossa verdadeira alegria como também o seu amor para a nossa salvação. Sendo que é aqui, como peregrinos, que somos chamados a buscar nossa realização de filhos para a alegria verdadeira. Uma alegria que é diversa do paradoxo do mundo, que a uns incentiva o acúmulo de bens e a outros o consumo desenfreado de bens. A caminhada peregrina é muitas vezes de dores, tristezas e sofrimentos, mas no Senhor somos felizes porque encontramos o refrigério da serenidade e da misericórdia.

A comunidade reunida em torno da Palavra e da Ceia é o testemunho da alegria, quando estamos juntos diante do Altar do Senhor e quando apresentamos para o mundo o nosso jeito de ser, somos “a voz que grita no deserto da vida, contra tudo que entortou o caminho do Senhor”[1] nas realidades tristes dos homens de hoje onde a santa alegria se faz ausente.

Para que sejamos luz do mundo, precisamos acolher a presença da luz de Cristo. Devemos reconhecer que o Natal é a aceitação da luz que veio nascer e reinar em nossas vidas e pela sua iluminação divina trazer-nos a alegria verdadeira.

Não são as luzes das lojas e das ruas que representam o nascimento do Salvador e nos trazem a alegria, mas as luzes dos presépios, como também as velas acesas nas novenas de Natal, quando partilhamos a Palavra e a Paz de Cristo.

É a luz do nosso testemunho, das nossas motivações missionárias que deverão iluminar quem está próximo de nós, o ambiente humano e eclesial para celebrarmos a presença de Cristo, que nos traz a Salvação e a Paz.

Por fim, é São Paulo quem nos orienta para este Domingo Gaudete (que quer dizer Alegrai-vos). Diz o Apóstolo Paulo: “Alegrai-vos sempre, orai sem cessar. Por tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito, em Cristo Jesus. Não extingais o Espírito.” (1Ts 5,16-19). Pois é pela alegria e oração constantes que nos realizamos plenamente como filhos e filhas de Deus, que nos ama fielmente. Como gratidão devemos dirigir nossos júbilos e louvores a Deus, que é amor, que é justiça, que é misericórdia. Deixemos que o Espírito Santo seja nossa alegria com o seu fogo abrasador.

***

[1] Jesus veio nos indicar os caminhos do reino: Roteiros homiléticos do Tempo do Advento-Natal – Tempo Comum, Ano B, novembro de 2014/fevereiro de 2015, CNBB. p. 32.

 

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⇒ POESIA ⇐

A Verdadeira Alegria

 

A verdadeira alegria
Vem sempre do Senhor,
Que completamente nos realiza,
Com seu eterno e perfeito amor,
Ele é o caminho certo,
À nossa vida sempre aberto,
Percurso santificador.

A verdadeira alegria
É plena de pura perfeição,
Preenche-nos totalmente,
Desnecessária complementação,
Sua Palavra é o alimento,
Seu corpo também é sustento,
Para a santificação.

A verdadeira alegria
Vem do fogo abrasador,
Do Espírito Santo em nós,
Com sua força e amor,
Trazendo a forte união,
Dos que se reúnem em oração,
Como povo do Senhor.

A verdadeira alegria,
É a certeza da salvação,
Que vem da voz do profeta,
Na sua forte pregação,
Pelos nossos desertos,
Levando-nos aos rumos certos,
Através da conversão.

A verdadeira alegria,
Devemos também proclamar,
Pelo nosso testemunho,
Para o mundo contemplar,
Ao Senhor que nos conduz,
Ele é a verdadeira luz
E que vem para nos salvar.

 

***

 

 

*** Que a Alegria e a Luz da Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, que, como seu exemplo, nos ensina a viver a certeza alegre da encarnação de Deus, ilumine o seu caminho! ***

 

II Domingo do Tempo do Advento, Ano B, São Marcos

 

Leituras: Is 40,1-5.9-11; Sl 85(84); 2Pd 3,8-14; Mc 1,1-8

⇒ HOMILIA ⇐

O Senhor Vem para Endireitar nossos Caminhos

Mc 1,1-8

Meus irmãos e irmãs, o mistério pascal da Liturgia do II Domingo do Advento nos motiva a receber Jesus para endireitar nossos caminhos e nossas relações humanas. O Evangelho deste Domingo está em Mc 1,1-8.

Nesta Liturgia, a Igreja nos apresenta os primeiros versículos do Evangelho segundo Marcos, dizendo: “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1,1). Parece óbvio começar um livro com esta expressão, mas não é por acaso o termo “princípio” e a designação “Jesus Cristo, Filho de Deus”.

O termo “princípio” quer destacar que até o momento da escrita do Evangelho de Marcos, o testemunho sobre a experiência do seguimento a Jesus e o conhecimento da sua pessoa e da sua história era apenas oral.

Já a designação “Jesus Cristo, Filho de Deus” aponta para além do homem filho de Maria e de José. Trata-se de uma compreensão mais profunda de Jesus, pois a palavra Cristo é um título que só é plenamente compreendido após a experiência da Cruz e da Ressurreição.

O evangelista nos mostra que Jesus é verdadeiramente o Filho muito amado, desde o princípio (cf. Jo 1,1). Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem (cf. CIgC 464-469), por isso nos traz a salvação e nos mostra a face misericordiosa de Deus.

Como último profeta antes de Jesus, João Batista tinha a compreensão de que o Jovem Galileu era o enviado do Pai. Dizia João Batista, “depois de mim, vem aquele que é mais forte do que eu, de quem não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das sandálias.” (Mc 1,7). Em função disso o Batista não se sente digno nem de se aproximar, porque o batismo de Jesus será com fogo[1] do Espírito Santo. Jesus é o prometido por Isaías quando o povo estava cativo na Babilônia (cf. Is 40,1-11). Ao ler Isaías, Marcos diz que João Batista irá preparar a chegada do Ungido de Deus. É preciso que o povo se prepare, busque a conversão e faça penitência para acolhê-lo. Faz-se necessário ir ao deserto, longe dos poderes, para escutar a voz profética, endireitar-se e reconhecer o Cristo de Deus.

Hoje é a Igreja, Corpo Místico de Cristo, a mensageira da segunda vinda, em nossa vida e na do mundo. Ao mesmo tempo, devemos ser como João Batista: preparar o mundo para celebrar o Natal como festa da encarnação de Deus e não como um momento que pouco recorda aquele que, como adulto, diria “Zaqueu, desce depressa, pois hoje devo ficar em tua casa” (Lc 19,5). Para isso, é importante a Novena de Natal, a participação assídua e atenta nas Liturgias, a vivência da espiritualidade da espera alegre do Senhor, que quer renascer e reinar em nossa vida.

Cristo quer endireitar nossos caminhos, às vezes tortuosos. Ele quer fazer nova nossa vida (cf. Ap 21,5), nossas relações que, frequentemente, estão desgastadas pela displicência, pelo egoísmo. Como refrigério para as feridas humanas, Jesus nos oferece a vigilância do Bom Pastor (cf. Jo 10,1-21) e o altruísmo do Bom Samaritano (cf. Lc 10,29-37).

Peçamos a Nossa Senhora a virtude da esperança, que perseverou em silêncio (na carne e no espírito) a espera da encarnação do Verbo. A exemplo da Virgem, esperamos “novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça” (2Pd 3,13).

***

[1] Expressão usada pelo evangelista Mateus (cf. 3,11).

 

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⇒ POESIA ⇐

Nossos Caminhos com o Senhor

 

Nos caminhos tortuosos,
Cheios de grandes defeitos,
Vem o Senhor concertar,
Para se tronarem direitos,
Uma voz em nossos desertos,
Ensina os caminhos certos,
Que não foram ainda feitos.

Esse caminho é refeito,
Pela nossa conversão,
Precisa de escuta e fé,
De silêncio e oração.
Pois para bem celebrar
O Natal que vai chegar,
Precisa-se dedicação.

A espera é importante,
Sendo alegre e prudente,
Numa busca bem atenta,
Vivendo o amor paciente,
Praticando a caridade,
A Paz e a solidariedade,
No agora, no presente.

Novos céus e uma nova terra,
É o que nós esperamos,
Na paz com os nossos irmãos,
Sempre que nos encontramos.
Para o Natal acontecer,
Devemos nos envolver,
É o que nós precisamos.

Ao redor da Santa Mesa,
De todos os caminheiros,
Que buscam endireitar,
Sua vida por inteiro,
Buscando a conversão,
Que leva à redenção,
Para o Reino verdadeiro.

Peçamos a Santa Mãe,
Que soube bem esperar,
Para que nos auxilie,
Neste nosso caminhar,
Ela que silenciou,
E perseverante rezou,
Ensine-nos a rezar.

 

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*** Que a Luz da Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, que nos motiva a receber o Menino Deus para curar as feridas das nossas relações humanas, ilumine o seu caminho! ***

 

I Domingo do Tempo do Advento, Ano B, São Marcos

 

Leituras: Is 63,16b-17.19b;64,2b-7; Sl 80(79); 1Cor 1,3-9; Mc 13,33-37

 

 

⇒ HOMILIA ⇐

Esperemos Alegres e Vigilantes o Senhor que Vem!

Mc 13,33-37

 

Meus irmãos e minhas irmãs, iniciamos hoje um novo ano litúrgico, o Ano B, com a iluminação dos textos do evangelista Marcos. E o mistério pascal deste I Domingo do Advento nos motiva a estar vigilantes e alegres pela certeza da vinda de Cristo. Já o Evangelho desta Liturgia está em Mc 13,33-37.

No Advento, a Igreja nos chama a viver a espera alegre do Senhor que se encarnará e nos abrirá as portas para a nossa salvação. É um tempo de vigiar e meditar sobre o encontro com o Senhor pela sua Palavra e pelo seu corpo e sangue e, ao mesmo tempo, viver a experiência, enquanto discípulos missionários, da espera da volta do Senhor.

A cada ano litúrgico, no seu final, completamos uma volta na estrada cíclica da nossa vida. Precisamos nos perguntar: quantas voltas já fomos capazes de realizar? Quantas voltas Deus nos permitirá? Como tenho feito e como farei os próximos percursos?

Somos marcados pela experiência da espera em Cristo, vivemos sempre expectativas para que haja, em nossos ambientes, mais prosperidade, paz e fraternidade em Cristo.

O evangelho de Marcos nos leva a refletir sobre a vigilância, que é estar em comunhão com o Senhor numa atitude de escuta da Palavra que nos orienta e nos fortalece. “Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o dono da casa vem: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou no amanhecer.” (Mc 13,35). Neste versículo, Jesus nos alerta para que vigiemos durante o dia e a noite. Porém, prevalece o noturno (meia-noite, madrugada e amanhecer). Isso significa que devemos vigiar em todos os momentos da nossa vida, de dia ou de noite. É preciso que estejamos atentos para que o ladrão não roube o lugar pelo qual estamos responsáveis e estar bem acordados para não ser enganado.

Também precisamos, em nosso percurso espiritual (e psicológico), estar atentos para que os desafios, os pessimismos, as violências, os egoísmos não afetem a esperança e a fé nas promessas de Deus. Quando deixamos de lado nossa atenção ao Senhor e à sua Palavra nós corremos o risco de cairmos no sono espiritual, deixando de lado a vigilância da porta por onde o mal pode entrar e roubar a nossa fé e a nossa esperança. Para combater o sono espiritual, temos o recurso da oração pessoal e comunitária, “estimulantes” estes que estão ao nosso alcance, gratuita e abundantemente.

Devemos deixar que Deus nos molde à sua ação santificadora como nos fala Isaías (64,7): “(…) és nosso pai (…), nosso oleiro, e nós (…) obra de tuas mãos.” Vigiar é entender que, em diversos momentos, é o Senhor quem age, transforma e nos indica por onde devemos seguir. Nesse sentido, São Paulo diz “é ele também que vos fortalecerá (…) para que sejais irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor”. (1Cor 1,8).

Devemos fazer a nossa parte e deixar que Cristo possa nascer e reinar em nossa vida, trazendo a salvação. Irmãos e irmãs, o Advento é, portanto, o momento de revermos como está a nossa espera, a qual deve ser constante durante todo o ano litúrgico.

 

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⇒ POESIA ⇐

Como Porteiros do Senhor

 

Nas noites e madrugadas do nosso existir,
Esperemos o Senhor que quer chegar,
Para encontrar-nos sempre vigilantes,
Sem medo de se decepcionar,
E como o porteiro, sempre atento,
A cada passo e a cada momento,
Deixemos a promessa se realizar.

Também nos dias de chuva e de sol,
Faz-se necessário também vigiar,
Porque não sabemos qual o momento,
Em que Senhor vai nos chamar,
Porque nossa vida é de atenção,
Pela escuta e pela oração,
Nesta dinâmica do esperar.

Do sono da vã indiferença,
Busquemos sempre despertar,
Acordando para a vida verdadeira,
Que precisa sempre desabrochar,
E o otimismo em nossa existência,
Que não pode ser vítima da demência,
Que muitas vezes quer nos sufocar.

Que o culto seja o momento,
Da Palavra que vem nos sacudir,
Para não vivermos na ignorância,
Mas como despertos possamos seguir,
Reunindo com os nossos irmãos,
E na Paz, vivemos a comunhão,
Eucaristia sempre a nos nutrir.

E como porteiros eficientes,
Que não cochilam na portaria,
Fiquemos atentos a quem quer entrar,
Seja na noite, seja no dia,
Porque nossa vida é esta morada,
Desta Palavra que é encarnada,
Cristo, o amor, a nossa alegria.

 

***

 

 

*** Que a Luz da Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, que nos ensina a estar vigilantes e alegres pela certeza da vinda do Cristo, ilumine o seu caminho! ***

 

IV DOMINGO DO ADVENTO – ANO C, SÃO LUCAS

 

Leituras: Mq 5,1-4a; Sl 80(79); Hb 10,5-10; Lc 1,39-45

 

POESIA

MÃE DO SILÊNCIO DA ESCUTA

No silêncio e na escuta do mensageiro,
Mas também questionando,
Entrega-se ao Senhor que forte lhe chama,
Coloca-se a disposição por que muito ama,
Mãe de Deus e da humanidade,
Para Deus é toda gratuidade,
Como poetisa um poema exclama.

Apressada parte caminhando,
Nos caminhos longos das tantas montanhas,
Para viver a missão em caridade,
Sentindo o chamado em simplicidade.
Leva consigo o Deus criança,
Parte sem medo e com muita esperança,
Para servir com humildade.

Traz ao mundo o Verbo encarnado,
Na sua vida de exigente e de peregrina,
Carrega no colo com muita coragem,
Levando a sério a divina mensagem,
Por que será a mãe de um Rei de amor,
Colaborando no plano salvador,
Deus virá em carne, além da imagem.

Denuncia os tantos erros do mundo
Com o canto alegre de profecia,
Vê os poderes que machucam os humanos,
Percebe as riquezas do mundo como engano,
Quando são usados para oprimir,
Somente Deus poder corrigir,
A deficiência dos homens e os seus planos.

E nesta missão divina que recebeu,
É Cheia de Graça em abundância,
Repleta da Palavra do Senhor,
Cantora dos pobres em sua dor,
Está consciente de sua missão,
Vive ativa e sem omissão,
É mãe dos apóstolos com pleno amor.

 

HOMILIA

Maria, exemplo de caminheira, de silêncio e de espera

 

O quarto domingo do Advento nos traz o texto do evangelista Lucas que apresenta duas mulheres, mães e santas, as quais fazem uma ligação da Antiga à Nova Aliança. Nelas, e através delas, Deus realiza as maravilhas da Salvação. Nessa mesma situação, há também o encontro de duas crianças: o precursor, o último dos profetas da primeira Aliança e depois o Emanuel, o Deus conosco, que confirmará a sua presença entre os homens, participando das situações próprias dos homens, menos no pecado.

O interessante é que se trata de realidades onde comprovamos a frase que o próprio Lucas coloca na boca do Anjo: “Para Deus, com efeito, nada é impossível.” (Lc 1,37). Vejamos: Maria era virgem e ficaria grávida. Deus lhe propõe um projeto, mas apesar dos questionamentos e perturbações (cf. Lc 1,29) ela abraça este plano com o seu sim. Isabel era idosa, já não havia possibilidades para engravidar e o Senhor faz o impossível às convicções humanas. O ventre de Isabel guarda João Batista, aquele que preparou os caminhos do Senhor. Em Maria, Sacrário Santo! Deus se encarna para recriar o homem à sua imagem e semelhança.

Voltemos nossa atenção para Maria, a escolhida para colaborar no plano da Salvação. Ela parte apressadamente, porque sente a necessidade de ajudar a Isabel, porque o tempo das promessas de Deus começa a se realizar e é preciso caminhar rápido. A sua visita é mais que uma presença física, é um ato missionário e de serviço à sua prima Isabel. Aqui está presente o cuidado de Maria, na caridade que brota do seu coração totalmente disponível a Deus.

Maria vive toda esta realidade por que acreditou e acreditar é próprio dos que obedecem a Deus. Maria é a Bem-Aventurada, a cheia de Graça, a mulher da escuta e do silêncio. Por isso, de uma forma ousada podemos dizer que ela é a poetisa de Deus. Sua declamação (poesia), o magnificat, brota de sua constante oração, escuta e leitura da Palavra de Deus anunciada pelos profetas. Não é fantasia de uma jovem judia, mas um olhar voltado para o mundo, no chão onde ela pisa, através da consciência de que Deus faz “maravilhas, que demonstra o poder de seu braço, que dispersa os orgulhosos, derruba os poderosos de seus tronos e exalta os humildes”[1].

A disposição de Maria como serva do Senhor já se realiza na presença caridosa à Isabel que a acolhe na simplicidade e alegria. Isabel poderá também significar todas as mães e crianças que necessitam da presença da caridade cristã que se traduz no zelo e cuidado de Deus para com os pobres. Aqueles que acolhem a mãe de Deus e o salvador em sua casa e em sua vida.

Toda a realização da chegada de Jesus em Belém já estava anunciada pelo Profeta Miquéias que diz: “E tu, Belém-Éfrata, pequena entre os clãs de Judá, de ti sairá para mim aquele que governará Israel.” (Mq 5,1).

Na segunda leitura temos a ação de Cristo, sua missão e identidade diante do mundo. É o filho de Deus que veio para fazer a vontade do Pai, assim diz a carta aos Hebreus: “E graças a esta vontade é que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas.” (Hb 10,10).

A liturgia do IV Domingo do Advento, portanto, nos convida a olharmos para Maria e seguirmos seu exemplo de serva fiel ao Senhor. Ela nos ensina a sermos obedientes ao chamado de Deus, colaborar com o seu Plano de Salvação, acolhendo Jesus que vem. Faz-se necessário acreditarmos no que Deus nos diz e nos chama a fazer, mesmo que muitas situações ainda não estejam tão claras no caminho com ele.

Por fim, para viver de forma completa a experiência com Deus não podemos ser intimista ou individualista. Devemos nos voltar para o próximo percebendo as necessidades mais plausíveis e indispensáveis de nossa presença, ou seja, a vivência cristã nunca será completa se não vivermos a caridade.

Portanto, quando estamos cheios da Graça de Deus e de sua Palavra, nossa boca proclama naturalmente as maravilhas d’Ele e ao mesmo tempo nossas palavras são proféticas, nossas ações são pautadas no amor, a nossa vida no testemunho que às vezes dispensam as palavras.

Peçamos a Deus a graça da perseverança e a coragem de mudarmos nossa vida para uma atitude cada vez mais orante. Peçamos como o salmista: “Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos!” Amém.

[1] Cf. Cântico Evangélico “Magnificat”. In Liturgia das Horas: segundo o rito romano. Vozes; Paulinas; Paulus; Ave Maria, 1999.

 

III DOMINGO DO ADVENTO – ANO C, SÃO LUCAS

 

Leituras: Sf 3,14-18a; Is 12,2-6; Fl 4,4-7; Lc 3,10-18

 

POESIA

A VERDADEIRA ALEGRIA

 

A alegria verdadeira,
É a que vem do Senhor,
Nos tropeços e na dor.
Mesmo na enfermidade,
E na fragilidade,
Dos que buscam o amor.

A alegria verdadeira,
Brota da caridade,
Das ações de bondade,
Marcadas pelo servir,
Dos que querem construir,
A Santa fraternidade.

A alegria da Espera,
Que traz a esperança,
Que propõe as mudanças,
Nos gestos concretos,
Muitas vezes discretos,
Mas na confiança.

A alegria dos profetas,
Que anunciam o mundo novo,
Junto ao seu querido povo,
A justiça esperada,
Sempre muito sonhada,
Que voltará de novo.

A alegria dos Apóstolos,
Já convertidos,
E convencidos,
Da vida vencedora,
Da paz vindoura,
Para os merecidos.

A alegria dos cristãos,
Continuando o caminhar,
Sempre a anunciar,
Com grande esperança,
E com fé e confiança:
No Reino que vai chegar.

 

HOMILIA

A alegria e a espera compromissada do discípulo

 

O evangelista Lucas nos apresenta mais uma vez João Batista em sua pregação e, desta vez, não somente às multidões, mas agora também dirigida aos publicanos e aos soldados do Império Romano, os quais perguntam o que fazer para estarem preparados quando o Senhor chegar.

Para a multidão, o profeta aconselha que se repartam as vestes (bens) e o alimento com os que não têm. Aos cobradores de impostos, responde que sejam responsáveis e justos nas cobranças. Aos soldados a serviço do Império, João Batista responde: que não tomem dinheiro de ninguém e que não sejam injustos nas acusações, que sejam verdadeiros (cf. Lc 3,11-15).

Toda a pregação do Batista é para que as pessoas se convertam, recebam o batismo e estejam preparadas para a vinda do Senhor. João se apresenta na simplicidade e humildade a ponto de se considerar como um escravo: “Não sou digno de desatar a correia das sandálias.” (Lc 3,16) e depois faz uma comparação do seu batismo com o de Jesus: “Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (Lc 3,16). É preciso estar preparado, pois o Senhor virá para que a Reino de Deus aconteça.

O que podemos refletir deste texto de Lucas? As orientações de João Batista nos apontam gestos concretos como virtudes para a verdadeira conversão. Depois esta pregação está voltada para a dimensão social onde se faz necessário que se possa olhar para os necessitados. Para a verdadeira alegria acontecer é importante que haja a partilha, a lealdade e a justiça, que os impostos sejam cobrados na justa medida e que as forças do governo não sejam opressoras e repressoras.

Podemos pensar neste momento: o que nos dá alegria como discípulos e missionários de Cristo? E quais são os mecanismos e instâncias que retiram do povo a verdadeira alegria? Que motivos de alegria celebramos neste Domingo?

O verdadeiro discípulo é firme e forte mesmo diante dos desafios pessoais e comunitários, por isso diante da missão de levar o amor de Deus e semear a sua Palavra ele poderá carregar no coração as palavras do profeta Sofonias: “Alegra-te e exulta de todo coração.” (Sf 3,14c). Este discípulo também deve ser simples e considerar-se um instrumento de Deus na pregação, como uma vela que alumia o mundo com a luz do Senhor, um discípulo inebriado pela força do Espírito Santo.

Temos muitos motivos de alegria para celebrar: pelas tantas pessoas que partilham dos seus bens para ajudar os necessitados e as inúmeras ações sociais e ao mesmo tempo religiosas, que semeiam a esperança, devolvem a alegria interior e a dignidade humana.

Por fim, celebremos a alegria de estarmos juntos nos alimentando do Pão da Vida e da Palavra Eterna para vivermos neste mundo como irmãos eucarísticos, ou seja, com um olhar no Cristo Glorioso, o Ressuscitado, e ao mesmo tempo reconhecendo a sua natureza humana no rosto dos que sofrem materialmente e espiritualmente.

Peçamos ao Espírito Santo, Fogo Abrasador, que anima e que alegra a todos nós, discípulos de Cristo para a missão, a força e a graça de vivermos o batismo de Cristo. Seja o nosso coração inundado pela verdadeira caridade e humildade. Sigamos em frente na alegre espera do Senhor que está para chegar. E rezemos com o profeta de Isaías, no seu cântico: “Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus de Israel. (Is 12,2). Amém.